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Lideranças da Comunicação Reinventam Gestão: Foco em Talentos e IA Redefine o Futuro

Lideranças da Comunicação Reinventam Gestão: Foco em Talentos e IA Redefine o Futuro


Em um cenário de aceleração tecnológica e pressões econômicas, grandes nomes da indústria da comunicação brasileira — Erh Ray (BETC Havas), Guga Ketzer (Suno United Creators) e Marcos Trindade (FSB Holding) — estão redefinindo seus papéis. Eles priorizam a formação de novos líderes, a descentralização de poder e a adaptação cultural para integrar a Inteligência Artificial, garantindo a sustentabilidade e inovação de seus negócios no longo prazo.

Atualizado em 23 de novembro de 2026 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • Líderes da comunicação mudam o foco de comando direto para a formação de talentos e o fortalecimento da cultura organizacional.
  • A transição para modelos de gestão descentralizados e a integração estratégica da Inteligência Artificial tornam-se imperativos para o crescimento.
  • Este movimento assegura a perenidade dos negócios e prepara o setor para os desafios futuros, promovendo inovação contínua e adaptabilidade.

O que aconteceu

A indústria da comunicação vive um momento de redefinição estratégica, onde o papel da liderança transcende o comando e se aprofunda na gestão de pessoas e cultura. Dirigentes de destaque, como Erh Ray, Guga Ketzer e Marcos Trindade, indicados ao prêmio Caboré na categoria “Dirigente da Indústria da Comunicação”, estão à frente dessa transformação. Eles reconhecem que, embora a tecnologia e a pressão por resultados exijam agilidade, o verdadeiro diferencial reside na capacidade de desenvolver talentos e construir uma cultura que promova a inovação e a sustentabilidade.

Essa mudança de paradigma é impulsionada pela crescente relevância da Inteligência Artificial (IA) e pela necessidade de manter o capital humano no centro das estratégias. Líderes estão revisando estruturas corporativas, promovendo a descentralização da gestão e focando na formação de sucessores. O objetivo é criar negócios resilientes, capazes de prosperar mesmo sem a presença central de seus fundadores, garantindo a continuidade de valor criativo, confiança e reputação em um mercado em constante mutação.

Erh Ray (BETC Havas), Guga Ketzer (Suno United Creators) e Marcos Trindade (FSB Holding) disputam prêmio de dirigente do ano

Erh Ray (BETC Havas), Guga Ketzer (Suno United Creators) e Marcos Trindade (FSB Holding) disputam prêmio de dirigente do ano (Crédito: Divulgação)

Erh Ray, por exemplo, transicionou de CEO para Chairman na BETC Havas, um movimento que ele descreve como sua “transformação mais radical”. Após 12 anos como CEO, ele agora busca influenciar sem comandar diretamente, concentrando-se em relações institucionais, novos negócios e preservação da cultura. Para Ray, a maturidade de uma empresa é demonstrada por sua capacidade de funcionar independentemente do fundador. Sua agenda se mantém conectada à rede criativa global do Havas, enquanto apoia a nova liderança composta por Camila Nakagawa e Diego Alonso. A BETC Havas emprega 500 colaboradores no Brasil.

Guga Ketzer, CEO e fundador da Suno United Creators, compartilha dessa visão, focando na atração e desenvolvimento dos melhores talentos para sustentar o crescimento de sua agência de 250 colaboradores. Ele vê a missão de um líder em superar os desafios pessoais e profissionais de sua equipe, ao mesmo tempo em que a Suno almeja que 15% de sua receita atual venha de produtos de IA, com planos de quadruplicar esse valor até 2027. Ketzer, com sua origem na criação e um Caboré no currículo, direciona a criatividade para a solução inovadora de problemas e agregação de valor ao cliente.

Marcos Trindade, sócio e CEO da FSB Holding, adota uma abordagem semelhante. Seu foco está em formar um corpo robusto de sócios e lideranças que possam levar o negócio adiante, evitando a dependência de uma única figura central. A FSB Holding, com suas diversas marcas e cerca de 80 executivos gerenciando 500 clientes, está em um processo contínuo de integração e reposicionamento. A agenda de Trindade prioriza a atração de talentos, o desenvolvimento de colaboradores e a adaptação às possibilidades da IA, além de garantir a proximidade com os clientes para antecipar demandas. Ele recetemente lançou o livro “Reputação em Tempos de Incerteza”, em coautoria com Fabiana Ribeiro.

Ponto-chave

A verdadeira liderança contemporânea na comunicação está migrando do controle centralizado para a orquestração de talentos e a construção de uma cultura organizacional autossuficiente, capaz de inovar e se adaptar agilmente às transformações tecnológicas, como a IA, garantindo a perenidade e o valor estratégico dos negócios.

Por que isso importa

Essa mudança na abordagem da liderança é crucial para o mercado porque estabelece um novo padrão de competitividade. Em vez de depender de figuras carismáticas ou fundadores para cada decisão, as empresas que investem na formação de talentos e na cultura de autonomia se tornam mais ágeis, resilientes e escaláveis. Isso minimiza riscos associados à sucessão e capacita a organização a responder rapidamente às demandas de um ambiente digital em constante evolução, onde a Inteligência Artificial não é apenas uma ferramenta, mas um vetor de transformação de modelos de negócios.

O leitor deve prestar atenção a este assunto porque ele reflete a essência da transformação digital e da gestão moderna. Conecta-se diretamente à inovação, à sustentabilidade empresarial e à forma como o comportamento de consumo e as estratégias de marketing são moldados. Empresas que não adotarem uma cultura de desenvolvimento contínuo de lideranças e talentos, e que não souberem integrar a IA de forma estratégica, correm o risco de perder relevância em um mercado que exige cada vez mais adaptabilidade e proatividade.

Impactos práticos

Para empresas

Empresas terão de reavaliar suas estruturas de comando, investindo massivamente em programas de mentoria, sucessão e cultura de inovação. A capacidade de atrair, reter e desenvolver talentos se tornará um ativo estratégico inestimável, e a integração da IA deixará de ser um diferencial para se tornar uma necessidade operacional, influenciando desde a criação até a gestão de dados e o relacionamento com o cliente.

Para consumidores

O público final poderá notar aprimoramentos significativos na qualidade e personalização dos serviços e produtos de comunicação. Empresas com lideranças focadas em inovação e IA tendem a oferecer experiências mais eficientes, relevantes e adaptadas às suas necessidades, seja em termos de conteúdo, atendimento ou novas formas de interação digital.

Para o mercado

O setor de comunicação experimentará uma onda de transformações competitivas e regulatórias. Agências e holdings que liderarem a frente da gestão de talentos e da adoção estratégica da IA ganharão vantagem, enquanto aquelas que resistirem verão sua relevância diminuir. Novas parcerias e aquisições podem surgir, redefinindo o ecossistema e acelerando a consolidação de modelos de negócios orientados para o futuro.

O cenário daqui para frente

Os próximos meses e anos serão marcados pela intensificação da busca por modelos de gestão que equilibrem a inovação tecnológica e o desenvolvimento humano. Veremos a proliferação de programas de formação de lideranças internos, a redefinição de cargos e responsabilidades, e uma aposta ainda maior na cultura como pilar para a resiliência empresarial. A Inteligência Artificial passará a ser parte intrínseca das metas de faturamento e da oferta de produtos e serviços, exigindo que as empresas reestruturem seus orçamentos e equipes para essa nova realidade.

Essa evolução se conectará diretamente com a forma como as marcas interagem com seus públicos e como as estratégias de marketing e comunicação serão desenhadas. Empresas que souberem cultivar um ambiente de autonomia e aprendizado contínuo, onde o erro é visto como parte do processo criativo, estarão mais preparadas para navegar na complexidade da transformação digital e capitalizar as oportunidades que surgem da interação entre humanos e máquinas. A liderança do futuro é, portanto, a liderança que capacita.

O que observar agora

  • Acompanhe os movimentos de grandes grupos de comunicação na reestruturação de suas lideranças e na criação de novos cargos voltados à IA.
  • Observe o investimento de empresas em plataformas de desenvolvimento de talentos e programas de cultura que incentivem a autonomia e a criatividade.
  • Analise o crescimento da participação da Inteligência Artificial nas receitas das agências e holdings, um forte indicativo de sua integração estratégica nos negócios.

Perguntas frequentes

Qual o novo papel do líder na indústria da comunicação?

O novo papel do líder transcende o comando direto, focando na formação de talentos, na descentralização da gestão e na construção de uma cultura organizacional que integre inovação e tecnologia, como a IA, para a perenidade do negócio.

Como a Inteligência Artificial está impactando a gestão de empresas de comunicação?

A IA se torna um pilar estratégico, com metas de faturamento e receitas atreladas a produtos e serviços baseados nela. Isso exige que líderes repensem processos, estratégias e a formação de suas equipes para aproveitar as novas possibilidades.

Por que a descentralização da liderança é crucial para o futuro?

A descentralização garante que a empresa não dependa exclusivamente de uma única figura, tornando-a mais resiliente, ágil e capaz de inovar continuamente. Isso assegura a sucessão, a manutenção da cultura e a adaptabilidade em um mercado dinâmico.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.





Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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