Mais: Fernando Diniz Revoluciona Marketing com IA e Visão Humana
Fernando Diniz, figura renomada do mercado publicitário e ex-CEO da Leo Burnett, marca seu retorno com o lançamento da Mais, uma inovadora plataforma que promete redefinir o marketing. Apoiada pela venture builder Orkest e impulsionada por uma inteligência artificial proprietária chamada Brain Cortex, a Mais atua como um sistema operacional de marketing, visando otimizar processos e liberar o potencial criativo humano. Em operação há alguns meses, a iniciativa já conquistou clientes de peso como Nestlé e Bimbo Portugal, indicando um novo paradigma na interseção entre tecnologia e estratégia de comunicação.
Atualizado em 23 de maio de 2024 • Leitura estimada: 7 minutos
Resumo rápido
- Fernando Diniz lança a Mais, um sistema operacional de marketing que integra inteligência artificial para otimizar processos e potencializar a criatividade humana.
- A iniciativa, apoiada pela venture builder Orkest e sua IA Brain Cortex, representa uma evolução do modelo de agências, focando em agilidade e eficiência.
- Espera-se que a Mais inspire uma nova geração de ferramentas e metodologias, elevando o padrão de inovação e o valor estratégico do marketing no mercado global.
O que aconteceu

Rafael Camanho, CMO da Orkest, e Fernando Diniz, CEO da Mais: inteligência artificial no centro para potencializar relações humanas (Crédito: Divulgação)
O mercado de comunicação e marketing testemunha um movimento significativo com a entrada da Mais, a mais recente empreitada de Fernando Diniz. Quase dois anos após sua saída da liderança da Leo Burnett, onde deixou um legado de gestão e inovação, Diniz retorna com um projeto que promete ir além dos modelos tradicionais de agências. A Mais é concebida como um “marketing AI system”, um sistema operacional robusto que busca desburocratizar as operações de marketing, oferecendo uma abordagem “service as a software”. Sua espinha dorsal tecnológica é o Brain Cortex, uma ferramenta de inteligência artificial avançada desenvolvida pela Orkest, uma venture builder especializada em M&A e tecnologia que também atua como investidora e parceira estratégica da Mais. Desde que iniciou suas atividades, há alguns meses, a plataforma já demonstrou sua eficácia ao colaborar em projetos para grandes marcas, como Nestlé, Roots to Go e Bimbo Portugal.
A gênese da Mais remonta à experiência de Diniz em agências de ponta, como Leo Burnett e DPZ&T. Ele identificou lacunas e ineficiências rotineiras que, embora pareçam pequenas, comprometem a excelência criativa e operacional. Sua visão sempre foi a de criar “sistemas mentais de trabalho”, que garantissem clareza de processo e segurança psicológica para as equipes. Com a Mais, essa filosofia é potencializada pela IA. O objetivo é que a tecnologia elimine barreiras de execução, como refações demoradas ou perda de histórico em troca de equipes, permitindo que os profissionais de marketing concentrem sua energia na ideação e no talento. Essa evolução de uma “ideia na Leo sobre consumer insights dinâmicos” para um sistema operacional completo demonstra a profunda análise de Diniz sobre a necessidade de agilidade e método no setor. Rafael Camanho, CMO da Orkest e antigo parceiro de Diniz na Fbiz e Dcode, une-se a ele nesta jornada, trazendo a expertise e o suporte da venture builder. A Orkest não apenas forneceu a tecnologia central (Brain Cortex), mas também um “tool box” e um modelo de parceria onde um sócio da venture builder (Camanho) atua lado a lado com o CEO da startup, garantindo todo o apoio necessário.
Ponto-chave
A Mais redefine o marketing ao posicionar a inteligência artificial não como substituta, mas como um catalisador fundamental para a agilidade operacional e a liberação da criatividade humana, transformando processos complexos em fluxos de trabalho intuitivos e eficientes.
Por que isso importa
O lançamento da Mais por Fernando Diniz não é apenas a criação de uma nova empresa; é um indicador robusto de uma mudança sísmica no panorama do marketing e da tecnologia. Em um cenário onde a inteligência artificial é cada vez mais onipresente, a Mais propõe uma solução que vai além do “software as a service” para se tornar um “service as a software”. Isso significa que, em vez de ser apenas uma ferramenta, a plataforma se integra de forma mais profunda à rotina das equipes, agindo como um verdadeiro “sistema operacional” para marketing. Essa abordagem é crucial para empresas que buscam não só otimizar custos e tempo, mas também elevar a qualidade e a relevância de suas campanhas e estratégias. Ao automatizar tarefas repetitivas e oferecer insights baseados em dados, a Mais libera os talentos para se dedicarem a aspectos mais estratégicos e criativos, que demandam inteligência emocional e pensamento inovador.
O leitor deve prestar atenção à Mais porque ela espelha a evolução da transformação digital no ambiente corporativo. A busca por competitividade e inovação exige que as empresas adotem modelos híbridos, onde a tecnologia e o fator humano se complementam. A Mais é um exemplo prático de como essa sinergia pode se manifestar, impactando diretamente o comportamento de consumo (através de campanhas mais assertivas), a eficiência operacional (com menos retrabalho e mais agilidade) e a capacidade das marcas de se conectarem autenticamente com seus públicos. Em essência, a iniciativa de Diniz e da Orkest demonstra que o futuro do marketing não reside em escolher entre humanos e IA, mas em orquestrar ambos para alcançar resultados extraordinários e sustentáveis em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente.
Impactos práticos
Para empresas
As empresas podem esperar uma significativa otimização de seus departamentos de marketing, com processos mais fluidos e redução de gargalos. A integração de uma IA como o Brain Cortex permite análises de dados mais rápidas e precisas, facilitando a tomada de decisões estratégicas e a criação de campanhas mais segmentadas e eficazes. A agilidade na execução de projetos pode resultar em ciclos de desenvolvimento mais curtos e maior capacidade de resposta às dinâmicas do mercado, conferindo uma vantagem competitiva considerável.
Para consumidores
Embora indiretamente, os consumidores podem se beneficiar de uma experiência de marca mais consistente e relevante. Com as empresas utilizando plataformas como a Mais, as mensagens de marketing tendem a ser mais personalizadas e menos intrusivas, melhorando a percepção da marca e a qualidade da interação. A eficiência nos processos pode, inclusive, impactar na disponibilização mais rápida de produtos e serviços inovadores ou na otimização de preços, dada a redução de custos operacionais.
Para o mercado
A chegada da Mais eleva a barra para o setor de tecnologia e marketing, estimulando a concorrência e a busca por soluções ainda mais integradas e eficientes. A abordagem de “service as a software” e o modelo de venture building da Orkest podem inspirar outros players a inovar em suas ofertas, fomentando um ecossistema mais dinâmico e focado em valor. Reguladores podem começar a observar com mais atenção as implicações da IA na coleta e uso de dados em marketing, embora o foco da Mais seja na otimização interna de processos.
O cenário daqui para frente
O lançamento da Mais estabelece um precedente para o que se espera do futuro do marketing e da gestão empresarial. É provável que vejamos uma proliferação de plataformas que combinam inteligência artificial com uma profunda compreensão das necessidades humanas e organizacionais. A tendência é que a IA evolua de uma ferramenta de automação para um verdadeiro copiloto estratégico, auxiliando na criatividade, na análise preditiva e na personalização em escala. Nos próximos meses, outras empresas do setor de marketing e comunicação podem buscar parcerias com venture builders ou desenvolver soluções internas para replicar a agilidade e a eficiência prometidas pela Mais. Observaremos um movimento em direção a ecossistemas de marketing mais integrados, onde diferentes tecnologias conversam entre si para criar uma experiência unificada.
Essa movimentação se conecta diretamente com a necessidade crescente de agilidade em um mercado em constante transformação digital. Empresas que conseguirem adotar esses novos sistemas operacionais de marketing estarão à frente na corrida pela inovação e pela relevância junto ao consumidor. O comportamento de mercado aponta para uma valorização cada vez maior da autenticidade e da personalização, e a IA, quando bem utilizada, pode ser o motor para entregar isso em grande volume. A estratégia empresarial passará por uma redefinição de papéis, onde a tecnologia assume as tarefas repetitivas e os humanos se concentram em insights, estratégia e relacionamento. A aposta de Diniz e Camanho é que “toda marca daqui três anos tenha seu próprio Brand Cortex”, indicando uma commoditização da IA básica, mas uma valorização exponencial da IA aplicada de forma inteligente e integrada, como proposto pela Mais.
O que observar agora
- A adoção de sistemas operacionais de marketing baseados em IA por outras grandes corporações, buscando replicar a eficiência e agilidade da Mais.
- Movimentações de agências e consultorias tradicionais para integrar IA em seus fluxos de trabalho, seja por desenvolvimento próprio ou aquisição de startups.
- A consolidação da tendência “service as a software”, onde a tecnologia é oferecida não apenas como um produto, mas como um modelo operacional completo para o negócio.
Perguntas frequentes
O que é a Mais e qual seu principal objetivo?
A Mais é um sistema operacional de marketing lançado por Fernando Diniz, que utiliza inteligência artificial (Brain Cortex) para otimizar processos, aumentar a agilidade e liberar o potencial criativo de profissionais de marketing. Seu objetivo é funcionar como um “service as a software”, desburocratizando as operações.
Como a inteligência artificial Brain Cortex se diferencia?
Desenvolvida pela venture builder Orkest, o Brain Cortex é a IA central da Mais, que permeia insights, estúdio, mídia e creators. Diferencia-se por ser parte de um sistema operacional completo que visa potencializar as relações humanas e a criatividade, em vez de apenas automatizar tarefas.
Quais os impactos futuros esperados com a popularização de sistemas como a Mais?
Espera-se uma redefinição dos padrões de eficiência e criatividade no marketing. A popularização de sistemas como a Mais pode levar a uma maior personalização das campanhas, a uma tomada de decisão mais assertiva e à valorização do talento humano em tarefas estratégicas, com a IA cuidando da execução.
