Copa Feminina 2027: Globo Mira R$ 1 Bilhão em Patrocínios e Redefine Cobertura
A Globo apresentou recentemente ao mercado publicitário seu ambicioso plano de cobertura para a Copa do Mundo Feminina de 2027, a ser sediada no Brasil. Com a aposta em uma transmissão multiplataforma e a expectativa de um engajamento sem precedentes, a gigante da mídia projeta uma arrecadação que pode atingir R$ 1 bilhão em patrocínios, consolidando a crescente relevância do futebol feminino como um ativo comercial de peso.
Atualizado em 30 de maio de 2024 • Leitura estimada: 8 minutos
Resumo rápido
- A Globo busca arrecadar R$ 1 bilhão com a Copa do Mundo Feminina de 2027, oferecendo um pacote comercial robusto e multiplataforma para anunciantes.
- Este movimento reforça a consolidação do futebol feminino como uma plataforma estratégica e altamente engajadora para marcas e o mercado de mídia.
- A iniciativa sinaliza uma intensificação na disputa por audiência e patrocínios no esporte, impulsionando ainda mais os investimentos e a visibilidade da modalidade.
O que aconteceu

Globo pode arrecadar R$ 1 bilhão com transmissão da Copa do Mundo feminina (Crédito: Lívia-Villas-Boas/ CBF)
Em um evento estratégico realizado na última quarta-feira, 29 de maio, em sua sede em São Paulo, o Grupo Globo reuniu grandes nomes do mercado publicitário para apresentar os detalhes comerciais e editoriais de sua cobertura para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O torneio, que terá o Brasil como país-sede, promete ser um marco para o esporte e para a mídia, e a Globo já está posicionando a competição como um dos seus pilares de audiência e receita.
A empresa de comunicação detém os direitos de transmissão de todos os jogos do campeonato, e sua estratégia foca em uma abordagem multiplataforma, garantindo que as partidas estejam disponíveis tanto na televisão aberta quanto nos canais por assinatura do grupo. Essa abrangência visa maximizar o alcance e o engajamento de um público que tem demonstrado um interesse cada vez maior pela modalidade.
O plano comercial, ao qual a imprensa especializada teve acesso, prevê a oferta de 12 cotas de patrocínio. Desse total, seis são destinadas à TV Globo, a principal vitrine, e outras seis para o SporTV, o canal esportivo do grupo na TV por assinatura. Cada cota de patrocínio para a TV aberta, que prevê a exibição de até 56 jogos ao vivo, está avaliada em R$ 150 milhões. Já para a TV por assinatura, que transmitirá todas as 64 partidas, o valor unitário da cota é de R$ 26 milhões. A venda integral dessas cotas, sem a aplicação de eventuais descontos negociados, pode gerar uma receita bruta de R$ 1 bilhão para a Globo.
A cobertura da Globo não se limitará aos jogos, iniciando já em dezembro deste ano com o sorteio da fase de grupos e se estendendo até a final do torneio, em 25 de julho de 2027. O pacote comercial para os anunciantes também reflete essa abrangência, com contratos válidos de dezembro até novembro do ano seguinte, permitindo que as marcas integrem suas estratégias não apenas às transmissões, mas também à vasta cobertura jornalística e de conteúdo que a emissora planeja desenvolver em torno da competição. É importante notar que outros players, como a CazéTV, também se preparam para a transmissão do evento, intensificando a concorrência.
Para justificar o investimento, a Globo apresentou dados que endossam a ascensão do futebol feminino. Em 2025, mais de 92 milhões de espectadores únicos acompanharam a modalidade em suas diversas plataformas. Além disso, o volume de partidas transmitidas mais que dobrou entre 2021 e 2026, saltando de 82 para 200 jogos, evidenciando um crescimento orgânico e sustentado do interesse do público.
Ponto-chave
A estratégia da Globo com a Copa do Mundo Feminina 2027 transcende a simples transmissão esportiva; ela representa a capitalização de um fenômeno cultural e de mercado em ascensão, posicionando o futebol feminino como um pilar essencial para o engajamento de audiência e para o retorno publicitário, em pé de igualdade com os maiores eventos esportivos globais.
Por que isso importa
O potencial de arrecadação de R$ 1 bilhão pela Globo com a Copa do Mundo Feminina de 2027 é um indicador claro da profunda transformação que o esporte feminino vem experimentando no mercado global. Este movimento não apenas valida o futebol feminino como uma força de audiência e engajamento, mas também o posiciona como uma nova e poderosa fronteira para investimentos publicitários, diversificando as opções de mídia e ampliando o espectro de público-alvo.
Para o leitor, isso sinaliza uma era de maior visibilidade e profissionalização do esporte feminino. Empresas encontram uma oportunidade ímpar de associar suas marcas a valores como empoderamento, inclusão e diversidade, alcançando um público engajado e consciente. A Copa Feminina, nesse contexto, transcende o evento esportivo, tornando-se um catalisador para a discussão sobre equidade de gênero, inovação em modelos de negócio e a própria evolução do marketing esportivo na era da transformação digital e do consumo multiplataforma.
Impactos práticos
Para empresas
Empresas terão uma plataforma robusta para construir ou reforçar sua reputação, alinhando-se a um evento de grande apelo e valores sociais importantes. É uma chance de alcançar um público consumidor engajado e tomar decisões estratégicas sobre a alocação de verbas em marketing esportivo, buscando inovações em patrocínio e ativação de marca.
Para consumidores
O público final se beneficiará de uma experiência de consumo de conteúdo esportivo significativamente aprimorada, com maior acesso e qualidade nas transmissões. Isso não só amplia as opções de entretenimento, mas também eleva a visibilidade de ícones femininos no esporte, inspirando novas gerações e fortalecendo o reconhecimento da modalidade.
Para o mercado
O mercado testemunhará um aumento na concorrência por direitos de transmissão e por espaços de patrocínio em eventos esportivos femininos, o que pode levar a uma valorização ainda maior da modalidade. Além disso, o sucesso da Copa pode impulsionar o desenvolvimento de novos formatos de mídia e consumo, incentivando a inovação e a diversificação no setor.
O cenário daqui para frente
Os próximos meses e anos serão cruciais para a consolidação do futebol feminino como um pilar estratégico e financeiro para grandes veículos de mídia e marcas. A expectativa é que o sucesso da Copa do Mundo Feminina de 2027 impulsione ainda mais investimentos em produção de conteúdo, exploração de novas plataformas digitais e uma possível intensificação da “guerra” por direitos de transmissão de outras modalidades esportivas femininas.
Conexões inteligentes com o comportamento de mercado indicam que o evento será um termômetro para a aceitação de narrativas mais inclusivas e diversas no marketing esportivo. As estratégias empresariais precisarão se adaptar para capturar esse público engajado, focando em inovação, consumo digital e modelos de negócio que valorizem a equidade e a transformação social através do esporte.
O que observar agora
- A movimentação de outras emissoras e plataformas digitais, tanto no Brasil quanto globalmente, em relação à aquisição de direitos de transmissão para eventos esportivos femininos.
- A adesão de grandes marcas aos pacotes de patrocínio da Globo e a forma como elas planejam ativar suas campanhas durante o torneio.
- A consolidação da relevância comercial do esporte feminino, que pode redefinir o panorama da equidade de gênero e do investimento na modalidade em nível mundial.
Perguntas frequentes
Qual o potencial de arrecadação da Globo com a Copa do Mundo Feminina 2027?
A Globo projeta arrecadar até R$ 1 bilhão com a venda de cotas de patrocínio para a Copa do Mundo Feminina de 2027, considerando o valor integral das cotas e a totalidade das vendas.
Como a Globo planeja cobrir a Copa Feminina de 2027?
A cobertura será multiplataforma, exibindo todos os 64 jogos na TV por assinatura (SporTV) e até 56 partidas na TV aberta (Globo), além de ampla cobertura jornalística e de conteúdo do sorteio à final.
Por que a Copa do Mundo Feminina é vista como um grande investimento para a Globo e marcas?
É um grande investimento devido ao crescente interesse do público, com mais de 92 milhões de pessoas acompanhando a modalidade em plataformas Globo em 2025, consolidando o futebol feminino como um ativo comercial de alto valor e engajamento para as marcas.



