Disney+ Desbanca Netflix e Se Torna Vice-Líder do Streaming no Brasil
O cenário do streaming brasileiro sofreu uma mudança significativa no segundo trimestre de 2026: o Disney+ ultrapassou a Netflix em participação de mercado, consolidando-se como a segunda maior plataforma no país. De acordo com dados recentes da JustWatch, essa inversão de posições sublinha a crescente fragmentação do setor e a intensificação da disputa por assinantes, com o Prime Video mantendo a liderança incontestável.
Atualizado em 23 de Maio de 2024 • Leitura estimada: 6 minutos
Resumo rápido
- O Disney+ conquistou a vice-liderança no mercado de streaming brasileiro, superando a Netflix no segundo trimestre de 2026.
- A movimentação reforça a competitividade do setor, impulsionando estratégias inovadoras e a busca por conteúdos exclusivos para reter e atrair público.
- Empresas devem recalibrar suas ofertas e modelos de negócios para se adaptar a um público cada vez mais seletivo e multifacetado, com a fidelidade à marca se tornando um desafio crucial.
O que aconteceu
No segundo trimestre de 2026, o panorama do video on demand (VOD) no Brasil presenciou uma notável alteração. Dados divulgados pela JustWatch revelam que o Disney+ ascendeu à segunda posição no ranking de serviços de streaming mais acessados, ultrapassando a Netflix. A plataforma do Mickey Mouse agora detém 19% do market share, enquanto a gigante do streaming, Netflix, caiu para a terceira colocação, com 18%.
A liderança, desde julho de 2025, permanece inabalável nas mãos do Prime Video, da Amazon, que manteve sua fatia de 21% das interações monitoradas pela JustWatch entre abril e junho de 2026. Este período marcou um crescimento robusto de três pontos percentuais para o Disney+ em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, contrastando com a perda de três pontos percentuais sofrida pela Netflix. Apesar de seus investimentos em transmissões esportivas e novos formatos de conteúdo, a Netflix não conseguiu segurar sua posição.

Três maiores serviços de streaming no Braisl são: Prime Video, Disney+ e Netflix, respectivamente (Crédito: Koshiro K/Shutterstock)
Outras plataformas também mostraram movimentos notáveis. O HBO Max consolidou 11% do mercado, seguido de perto pelo Apple TV+, que alcançou 9%, superando o Globoplay, que registrou 8%. O serviço da Apple foi o único entre essas três a expandir sua participação anualmente, com um ganho de dois pontos percentuais. Embora o Globoplay tenha recuperado um ponto percentual em relação ao trimestre anterior, sua performance anual revelou uma queda de dois pontos percentuais. Fechando o panorama, Paramount+ aparece com 6%, Mubi com 3%, Claro Video com 1%, e a fatia restante de 4% é distribuída entre outros serviços menores.
A metodologia da JustWatch para chegar a esses resultados envolveu o monitoramento de mais de 7 milhões de interações de usuários brasileiros, abrangendo ações como adicionar conteúdos à lista de favoritos, acessar plataformas via JustWatch, filtrar títulos e marcar como assistidos, entre abril e junho de 2026.
Ponto-chave
A ascensão do Disney+ e a queda da Netflix no ranking do streaming brasileiro evidenciam uma mudança nas prioridades do consumidor, que busca diversidade e valor agregado em um ecossistema de conteúdo cada vez mais saturado, forçando as plataformas a redefinirem suas propostas de valor.
Por que isso importa
A ultrapassagem do Disney+ sobre a Netflix não é apenas uma estatística; ela reflete profundas transformações no comportamento do consumidor e nas estratégias de mercado. Em um ambiente digital onde a oferta de conteúdo é vasta e a concorrência é acirrada, a lealdade do assinante se tornou um prêmio cobiçado. A valorização de catálogos específicos, como o da Disney, com sua vasta gama de franquias icônicas e produções familiares, demonstra que o conteúdo de nicho ou de forte apelo emocional pode ser um diferencial decisivo.
Essa movimentação é um sinal claro de que as empresas de streaming precisam inovar constantemente em suas ofertas, não apenas em quantidade, mas também em qualidade e relevância. Para o leitor interessado em negócios, marketing e tecnologia, essa mudança importa porque sinaliza o amadurecimento do mercado de streaming no Brasil, onde a inovação, a personalização da experiência e a construção de um relacionamento duradouro com o público são mais críticas do que nunca para a competitividade e a sobrevivência no longo prazo. A transformação digital continua a remodelar as indústrias, e o entretenimento é um dos epicentros dessa revolução.
Impactos práticos
Para empresas
As empresas do setor de mídia e entretenimento precisarão reavaliar suas estratégias de conteúdo e aquisição. Para a Netflix, isso pode significar uma intensificação na busca por novos formatos, licenças e expansão para áreas como jogos e eventos ao vivo para reconquistar o engajamento. Para outras plataformas, a ascensão do Disney+ valida a aposta em conteúdo proprietário e familiar. Marcas de outros setores podem se beneficiar ao entender as tendências de consumo de mídia para planejar suas campanhas e parcerias.
Para consumidores
Os consumidores brasileiros podem esperar uma guerra de preços mais intensa e ofertas de pacotes mais vantajosas, à medida que as plataformas lutam por sua atenção e dinheiro. Haverá uma maior diversidade de conteúdo e talvez um aumento na qualidade das produções, com as empresas investindo mais para se destacar. No entanto, a fragmentação crescente também pode levar à “fadiga da assinatura”, onde os usuários se sentem sobrecarregados com múltiplas assinaturas para acessar todo o conteúdo desejado.
Para o mercado
O mercado de streaming no Brasil se torna ainda mais dinâmico e imprevisível. A rivalidade entre as gigantes como Amazon Prime Video, Disney+ e Netflix impulsiona a inovação tecnológica e a busca por eficiências operacionais. Setores relacionados, como publicidade digital e produção audiovisual, verão um aquecimento, com mais investimentos em talentos e infraestrutura. A regulamentação do streaming, que já é um tema em discussão, pode ganhar mais urgência diante da reconfiguração competitiva.
O cenário daqui para frente
Os próximos meses serão cruciais para definir as tendências de longo prazo no mercado de streaming. Espera-se que a Netflix reaja com novas estratégias de conteúdo e talvez uma revisão de seus modelos de precificação ou pacotes, incluindo a expansão de seus planos com publicidade. O Disney+, por sua vez, deve capitalizar seu momentum, investindo ainda mais em produções originais e na integração com outras marcas do grupo Disney para fortalecer seu ecossistema. A disputa pela atenção do espectador promete intensificar-se, com fusões e aquisições se tornando possibilidades reais no horizonte.
Veremos uma contínua evolução na forma como o conteúdo é consumido, com a inteligência artificial desempenhando um papel crescente na personalização e recomendação. A convergência entre streaming e outras formas de entretenimento digital, como jogos e experiências interativas, pode acelerar, buscando novas maneiras de engajar o público e construir comunidades em torno de suas marcas. A fidelidade do consumidor será testada, e apenas as plataformas que demonstrarem agilidade e capacidade de adaptação sobreviverão e prosperarão neste ambiente de transformação digital contínua.
O que observar agora
- As estratégias da Netflix para recuperar sua posição, incluindo novos investimentos em conteúdo local e internacional, bem como potenciais reformulações de planos de assinatura.
- A resposta das outras plataformas, como HBO Max e Apple TV+, que também buscam consolidar sua fatia em um mercado onde a exclusividade e a qualidade são cada vez mais valorizadas.
- O avanço da personalização e da integração de diferentes serviços de entretenimento, buscando criar ecossistemas que prendam o consumidor e maximizem o valor de suas assinaturas.
Perguntas frequentes
Qual plataforma de streaming lidera o mercado brasileiro atualmente?
O Prime Video, da Amazon, mantém a liderança no mercado de streaming brasileiro desde julho de 2025, de acordo com dados da JustWatch.
Por que o Disney+ superou a Netflix no Brasil?
O Disney+ cresceu três pontos percentuais no segundo trimestre de 2026, impulsionado por seu catálogo robusto e apelo familiar, enquanto a Netflix registrou uma queda de três pontos, indicando uma mudança nas preferências do consumidor e a intensificação da concorrência.
Quais são as perspectivas futuras para o mercado de streaming no Brasil?
O mercado deve continuar altamente competitivo, com as plataformas buscando inovar em conteúdo, modelos de precificação e experiências de usuário. A personalização e a convergência com outras formas de entretenimento serão cruciais para a retenção de assinantes.



