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Da Venda de Coco ao C-Level: A Reinvenção Constante de Gláucia Montanha na Publicidade

Da Venda de Coco ao C-Level: A Reinvenção Constante de Gláucia Montanha na Publicidade


Gláucia Montanha, atual CEO da Artplan São Paulo e da Convert Digital Business, personifica uma jornada profissional atípica e inspiradora no universo da comunicação e dos negócios. Sua ascensão, marcada por escolhas não-lineares e uma resiliência notável, destaca-se como um exemplo de como experiências diversas, desde a venda ambulante até a gestão de alta complexidade, moldam líderes capazes de impactar positivamente o mercado e fomentar um ambiente de trabalho mais inclusivo, especialmente para mulheres.

Atualizado em 15 de maio de 2024 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • A CEO Gláucia Montanha alcançou o topo da Artplan SP e Convert Digital Business através de uma trajetória profissional multifacetada e não convencional.
  • Sua vivência única, que inclui trabalho desde a adolescência em diversas áreas, fundamenta uma liderança empática e focada no desenvolvimento e acolhimento de outras mulheres no mercado.
  • O caso de Gláucia sinaliza uma crescente valorização de históricos diversificados no C-Level e a importância de líderes que atuem ativamente na construção de ambientes corporativos mais equitativos.

O que aconteceu

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Gláucia Montanha, CEO da Artplan São Paulo e da Convert Digital Business (Crédito: Arthur Nobre)

A jornada de Gláucia Montanha, hoje uma das figuras mais proeminentes do mercado publicitário como CEO da Artplan São Paulo e da Convert Digital Business (ambas parte do Grupo Dreamers), desafia as convenções de uma ascensão corporativa típica. Sua trajetória profissional não seguiu um roteiro predefinido, mas foi construída sobre a base da necessidade e do constante aprimoramento em cada posição ocupada.

Desde muito jovem, Gláucia demonstrou um forte espírito empreendedor e uma busca incansável por seus objetivos. Aos 15 anos, impulsionada pela necessidade de quitar uma dívida e financiar seus estudos, começou a vender cocos no Parque Buenos Aires, em Higienópolis, São Paulo. Essa fase, na qual conciliava o trabalho de vendedora com o de recepcionista à tarde e os estudos à noite, foi fundamental para o desenvolvimento de sua percepção sobre o consumidor e o mercado. Essa experiência precoce, enraizada na realidade do dia a dia, forneceu a ela lições valiosas que a acompanhariam por toda a carreira.

Inicialmente, seus estudos se voltaram para áreas técnicas e administrativas, cursando processamento de dados e, posteriormente, administração hospitalar, enquanto trabalhava na Associação Paulista de Medicina (APM). A migração para comunicação social ocorreu de forma quase acidental, impulsionada pela busca por um curso que não exigisse uma calculadora HP, na época, um item caro e essencial para sua disciplina de administração. Contudo, a publicidade já fazia parte de seu cotidiano profissional antes mesmo de formalizar a transição acadêmica, quando ela atuava na produção do Guia de Descontos da APM, captando anunciantes e se familiarizando com a dinâmica de vendas e negociação.

O ponto de virada para a publicidade veio com o convite para ser assistente de mídia na Bates Brasil, em processo de fusão com a Young & Rubicam. Nesse novo ambiente, Gláucia descobriu um mundo que ia além das planilhas e audiências, mergulhando na criatividade e em todas as áreas do negócio. Essa “inquietude”, como ela mesma descreve, foi a força motriz que a impulsionou do início ao fim de sua jornada no setor, permitindo-lhe construir uma formação sólida como publicitária e líder. Sua vivência heterogênea, inclusive a venda de cocos, tornou-se a base de seu entendimento sobre o público-alvo e a forma de se conectar com ele, um diferencial valioso em sua carreira.

Ponto-chave

A trajetória de Gláucia Montanha exemplifica como a adaptabilidade, a resiliência e a capacidade de aprender com experiências multifacetadas, mesmo as mais inesperadas, são pilares para a construção de uma liderança autêntica e profundamente conectada com as realidades do mercado e das pessoas.

Por que isso importa

A história de Gláucia Montanha ressoa profundamente no mercado atual, que busca líderes com visão estratégica, mas também com uma forte inteligência emocional e capacidade de gerenciar equipes diversas. Em um cenário de constantes transformações digitais e culturais, a experiência não-linear de Gláucia destaca a importância de um histórico de vida rico e variado. Esse tipo de vivência confere aos gestores uma perspectiva mais ampla sobre o comportamento do consumidor, as nuances do mercado e a complexidade das relações humanas no ambiente corporativo.

Sua trajetória é um testemunho de que o sucesso não se limita a diplomas ou caminhos predefinidos, mas à habilidade de enxergar oportunidades em cada desafio e de transformar cada etapa da vida em um degrau para o crescimento. Para o leitor, isso significa reconhecer o valor da diversidade de backgrounds nas lideranças e a importância de fomentar ambientes onde diferentes perfis possam prosperar, impulsionando a inovação e a competitividade. A atuação de Gláucia no apoio e acolhimento de outras mulheres no mercado reforça a urgência de uma gestão que se incomoda com as desigualdades e age proativamente para corrigi-las, indo além dos dados e métricas para promover uma mudança real.

Impactos práticos

Para empresas

Empresas são desafiadas a repensar seus critérios de recrutamento e ascensão, valorizando não apenas a formação acadêmica tradicional, mas também a experiência de vida e a capacidade de adaptação. Líderes com vivências multifacetadas podem trazer uma visão mais holística e empática para a gestão, fomentando culturas mais inclusivas e inovadoras. Isso pode se traduzir em equipes mais engajadas e soluções mais criativas para os desafios do mercado.

Para consumidores

A presença de líderes com históricos diversos pode levar a uma comunicação mais autêntica e representativa por parte das marcas. Ao entender as múltiplas realidades dos consumidores, agências e empresas tendem a desenvolver campanhas e produtos que ressoam de forma mais genuína, construindo maior confiança e lealdade com o público final. A experiência de Gláucia com o “chão de fábrica” da vida contribui diretamente para essa sensibilidade.

Para o mercado

O mercado é impulsionado a discutir e implementar práticas que visam a equidade de gênero e a valorização de líderes femininas. O exemplo de Gláucia destaca que ainda há um longo caminho a percorrer, especialmente nos “primeiros layers” de liderança, mas inspira a criação de redes de apoio e mentorias que podem acelerar a ascensão de mulheres, impactando positivamente a competitividade e a diversidade estratégica dos setores de comunicação e tecnologia.

O cenário daqui para frente

O futuro do mercado de trabalho e da liderança aponta para uma valorização ainda maior das trajetórias não convencionais e da diversidade em suas múltiplas formas. A história de Gláucia Montanha se alinha perfeitamente a essa tendência, sugerindo que a adaptabilidade, a capacidade de aprendizado contínuo e a empatia serão qualidades cada vez mais cruciais para os líderes do amanhã. Nos próximos meses e anos, espera-se que mais empresas busquem e promovam talentos que, assim como Gláucia, construíram suas carreiras de forma orgânica, acumulando conhecimentos e habilidades em diferentes contextos.

Essa movimentação deve fortalecer o diálogo sobre inclusão e equidade de gênero, incentivando a criação de mais programas de mentoria e desenvolvimento para mulheres. A presença de líderes que, ativamente, abrem caminhos e cuidam da ascensão feminina, transformando a realidade do mercado, será um fator-chave para impulsionar a transformação digital e a inovação em todos os setores, refletindo uma sociedade mais justa e representativa. A conexão entre liderança, consumo e estratégias empresariais será cada vez mais indissociável da autenticidade e da diversidade dos seus protagonistas.

O que observar agora

  • O crescente número de programas de mentorias e iniciativas corporativas focadas no desenvolvimento e aceleração de carreiras femininas em altos cargos.
  • A forma como as empresas de comunicação e tecnologia estão redefinindo os perfis de liderança, priorizando competências ligadas à diversidade de experiências e à inteligência emocional.
  • A valorização de narrativas pessoais autênticas e não-lineares como um diferencial para a construção de marcas empregadoras e a atração de talentos que buscam propósito e impacto.

Perguntas frequentes

Quem é Gláucia Montanha e qual sua relevância no mercado?

Gláucia Montanha é a CEO da Artplan São Paulo e da Convert Digital Business, reconhecida por sua trajetória profissional não convencional e por ser uma voz ativa na promoção da liderança feminina e da diversidade no setor de publicidade e negócios.

Como a experiência de vida de Gláucia Montanha influencia sua liderança?

Suas vivências multifacetadas, desde a venda ambulante até a gestão, a dotaram de uma visão empática e prática, que molda sua capacidade de conectar-se com diferentes realidades, desenvolver talentos e lutar por ambientes mais inclusivos e equitativos.

Qual o papel de líderes como Gláucia Montanha na ascensão feminina no mercado?

Líderes como Gláucia têm o papel crucial de impulsionar e acolher novas profissionais, dando voz e visibilidade a elas, além de atuar ativamente na fiscalização e correção de desigualdades, garantindo que as mulheres não desapareçam das conversas de liderança.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.


Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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