?>

O que você quer solucionar hoje?

Pesquise inteligência de tráfego, automações B2B ou auditoria de dados no nosso acervo.

Além da IA: As 4 Tendências de Consumo que Redefinirão o Mercado e Marcas em 2026

Além da IA: As 4 Tendências de Consumo que Redefinirão o Mercado e Marcas em 2026


Enquanto a inteligência artificial domina os holofotes do marketing, um estudo recente do Ad Age, baseado em insights de líderes de agências e estrategistas, revela quatro movimentos de consumo cruciais que moldarão as decisões de marcas e a experiência do cliente até o final de 2026. Essas tendências, que incluem o anseio por bens físicos, a busca por credibilidade autêntica, viagens focadas em paixões e a crescente economia dos pets, sinalizam mudanças profundas no comportamento do consumidor, impactando setores diversos e exigindo uma reavaliação estratégica imediata.

Atualizado em 22 de Julho de 2024 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • Consumidores demonstram crescente desconfiança em bens digitais, valorizando a posse física, a credibilidade de especialistas e experiências de viagem personalizadas.
  • A “economia da prioridade aos pets” emerge como um reflexo de mudanças sociais e econômicas, com gastos significativos nesse segmento, impactando diversos mercados.
  • Marcas precisam adaptar suas estratégias para oferecer segurança na propriedade, conteúdo embasado por autoridade e experiências que ressoem com os interesses genuínos de nicho.

O que aconteceu

No cenário atual de marketing e inovação, a discussão sobre inteligência artificial tende a monopolizar as atenções. Contudo, enquanto a IA avança a passos largos, uma série de transformações sutis, porém impactantes, vem remodelando o comportamento do consumidor. Uma análise do Ad Age, baseada em entrevistas com diretores de estratégia, analistas e líderes de agências, revelou quatro tendências de consumo que estão no radar dos especialistas para o segundo semestre de 2026. Estes movimentos, frequentemente ofuscados pelo hype da IA, são cruciais para qualquer marca que busca se manter relevante e competitiva. Eles apontam para uma busca por segurança, autenticidade verificável, personalização profunda e novos significados na vida moderna.

Historicamente, o mercado digital incentivou a transição para o consumo de bens intangíveis e experiências virtuais. No entanto, o contexto de incertezas, a ascensão das fake news e o questionamento sobre a verdadeira propriedade de ativos digitais têm levado a uma reavaliação. Esse panorama instigou uma mudança notável: o anseio por bens físicos ressurgiu como uma força motriz, acompanhado pela valorização de vozes credíveis em detrimento da autenticidade genérica, uma nova abordagem para o planejamento de viagens e um fenômeno de consumo centrado nos animais de estimação. Essas tendências, agora em destaque, representam uma evolução do comportamento do consumidor que exige atenção e adaptação por parte das empresas.

*Ad Age

tendências

Executivos listam tendências de consumo que poderão guiar marcas até o final de 2026 (Crédito: Stokkete/Shutterstock)

Ponto-chave

A era digital, embora dominante, provoca uma contracorrente de busca por tangibilidade, veracidade e significado pessoal, redefinindo as prioridades de consumo e exigindo das marcas uma compreensão aprofundada das motivações humanas além da tela.

Por que isso importa

Essas tendências de consumo não são meros caprichos, mas reflexos de mudanças profundas na sociedade e na psicologia do consumidor. A desconfiança em relação à “propriedade” digital, exemplificada por casos como a exclusão de filmes da PlayStation, ressalta a importância da segurança e do controle sobre os bens adquiridos. Isso gera oportunidades para marcas que conseguem oferecer produtos físicos ou experiências tangíveis que evoquem nostalgia e segurança. A busca por credibilidade, por sua vez, é uma resposta direta à saturação de informações e ao avanço das mídias sintéticas, valorizando vozes autênticas e especializadas, com experiência de campo.

Além disso, o planejamento de férias com base em interesses e experiências pessoais, especialmente pela Geração Z, aponta para uma transformação na forma como as pessoas buscam realização e desenvolvimento pessoal, conectando-se com suas paixões. Já a “economia da prioridade aos pets” reflete uma mudança demográfica e socioeconômica, com a geração mais jovem adiando marcos tradicionais da vida adulta e canalizando afetos e recursos para seus animais de estimação. Entender esses movimentos é crucial para as estratégias de marketing, inovação e gestão, pois impactam diretamente a competitividade e a capacidade das empresas de se conectar de forma genuína com seu público-alvo.

Impactos práticos

Para empresas

Empresas devem repensar a estratégia de portfólio, valorizando produtos tangíveis e colecionáveis, como os baldes de pipoca que se tornaram fenômeno. No marketing, é vital investir em conteúdo gerado por funcionários ou especialistas (Frontline Authority), construindo credibilidade e combatendo a desinformação. O setor de turismo e eventos deve focar em pacotes e experiências temáticas ultra-personalizadas. A indústria de pets, por sua vez, continuará em expansão, exigindo produtos e serviços premium que atendam ao tratamento dos animais como membros da família.

Para consumidores

O público final sentirá os efeitos em uma oferta maior de produtos físicos e colecionáveis, mais confiança em fontes de informação especializadas e experiências de viagem mais alinhadas aos seus interesses. A “economia pet” resultará em mais opções de produtos e serviços para animais, mas também em um potencial aumento nos gastos destinados a eles, com alguns consumidores chegando a se endividar para manter o alto padrão de vida de seus companheiros.

Para o mercado

Observa-se um impacto competitivo com a valorização da propriedade física, que pode impulsionar mercados de segunda mão e colecionáveis. O setor de mídia e conteúdo precisará se adaptar à crescente desconfiança no digital, talvez revisitando formatos físicos. A busca por credibilidade redefinirá a influência digital, afastando-se de influenciadores genéricos para especialistas de nicho. O mercado de lazer e entretenimento será impulsionado por experiências personalizadas, e o setor de produtos e serviços para animais domésticos verá um crescimento contínuo e a diversificação de sua oferta.

O cenário daqui para frente

Nos próximos meses, espera-se que essas tendências se solidifiquem, gerando novas oportunidades e desafios. A “fadiga digital” e a busca por tangibilidade podem impulsionar o mercado de bens colecionáveis, vinis, livros físicos e até mesmo a ressurreição de formatos que pareciam obsoletos. A Geração Z, já adepta do analógico (telefones básicos, câmeras digitais, diários físicos), continuará liderando essa redescoberta do mundo offline. Marcas que souberem equilibrar o digital com o real, oferecendo produtos que os consumidores possam “literalmente guardar”, terão vantagem.

A transformação digital continuará, mas a ênfase mudará para a qualidade e a veracidade da informação. A credibilidade se tornará o novo luxo, e marcas deverão investir em estratégias de conteúdo que destaquem a expertise de seus colaboradores ou parceiros, humanizando a comunicação. A economia da experiência se aprofundará, com viagens e lazer sendo cada vez mais planejados em torno de paixões específicas. Por fim, a “economia pet” continuará a florescer, com inovações em produtos de luxo, saúde e bem-estar para animais, solidificando o status dos pets como membros centrais das famílias e gerando oportunidades em diversos segmentos, desde tecnologia vestível para animais até serviços de bem-estar integral.

O que observar agora

  • O ressurgimento de vendas de mídias físicas e itens colecionáveis como um sinal de desconfiança em bens digitais e busca por propriedade real.
  • A movimentação de empresas investindo em conteúdo autêntico gerado por especialistas ou funcionários, valorizando a autoridade e combatendo a desinformação.
  • A expansão do mercado de turismo e lazer com ofertas nichadas e focadas em experiências culturais ou de interesse pessoal, em vez de destinos genéricos.
  • O contínuo crescimento dos gastos com animais de estimação, refletindo seu papel crescente como membros da família e impulsionando a inovação no setor pet.

Perguntas frequentes

O que é a tendência do “retorno à propriedade física”?

É o crescente desejo dos consumidores por bens tangíveis, como jogos em disco ou colecionáveis, em resposta à desconfiança sobre a durabilidade e a posse real de ativos digitais em um ambiente online volátil.

Como a busca por “credibilidade acima da autenticidade” afeta o marketing digital?

Significa que os consumidores priorizam fontes de informação e criadores de conteúdo com experiência real e comprovada (especialistas, funcionários), em vez de apenas influenciadores genéricos, exigindo maior veracidade e profundidade nas mensagens de marca.

Qual o futuro da “economia da prioridade aos pets” para as empresas?

Essa tendência aponta para um crescimento contínuo e a diversificação do mercado pet, com maior demanda por produtos e serviços premium, inovação em tecnologia e bem-estar animal, e a necessidade de marcas que reconheçam e valorizem os pets como membros integrais da família.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.




Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima