Apro+Som e Bia Ambrogi: A Luta Essencial para Posicionar o Som no Coração do Audiovisual Brasileiro
Desde 2022, a Associação Brasileira de Produtoras de Som (Apro+Som), sob a liderança visionária de Bia Ambrogi, intensificou sua atuação em Brasília e no mercado, defendendo a valorização da produção sonora no audiovisual. Com uma agenda robusta que inclui a regulamentação da inteligência artificial, a proteção de direitos autorais e a promoção da equidade de gênero, a entidade busca assegurar que o som seja reconhecido como um pilar fundamental da economia criativa nacional, em um cenário de rápida transformação tecnológica e cultural.
Atualizado em 25 de julho de 2024 • Leitura estimada: 6 minutos
Resumo rápido
- A Apro+Som, liderada por Bia Ambrogi, atua incansavelmente para elevar o status da produção sonora como um elemento criativo e econômico vital no audiovisual brasileiro.
- A agenda da entidade foca na proteção de direitos autorais diante da IA, na garantia de prazos de pagamento justos e no aumento da representatividade feminina no setor.
- Os próximos passos incluem a consolidação do reconhecimento do som no audiovisual, aprimoramento de processos internos e a ambiciosa exportação de talentos brasileiros no campo da produção sonora.

O que aconteceu
Desde que assumiu a presidência da Apro+Som em 2022, Bia Ambrogi, com uma trajetória de 25 anos no universo audiovisual — abrangendo pós-produção e produção sonora —, tem sido a força motriz por trás de iniciativas cruciais para o setor. Formada em comunicação social pela ESPM e com especialização em cinema na Itália, e fundadora de sua própria produtora, a InnSaei, Bia direcionou a Apro+Som para uma atuação mais estratégica e representativa. Sua liderança marca uma fase de intensa mobilização em defesa dos interesses da produção sonora, buscando seu reconhecimento integral como parte indissociável da indústria audiovisual.
Entre as principais frentes de atuação, destacam-se a proposta do projeto de lei “Pague em 15” (PL nº 1.776/2025), que visa estabelecer prazos de pagamento justos para contratos do setor criativo; a defesa rigorosa dos direitos autorais na era da inteligência artificial (IA), acompanhando de perto a regulamentação pelo PL 2.338/2023 em Brasília; e a luta para aumentar a representatividade feminina em um mercado historicamente dominado por homens. A ascensão da IA em 2022 catalisou grande parte dessas ações, levando Bia a representar não apenas a Apro+Som, mas uma coalizão de mais de 50 associações da economia criativa no Congresso Nacional, amplificando o poder de reivindicação do setor. Além disso, a entidade tem se posicionado sobre legislações como a Lei nº 15.325, do profissional multimídia, alertando para seus potenciais impactos sobre funções específicas da produção sonora e audiovisual.
Ponto-chave
Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas e sociais, a união estratégica e a defesa ativa dos direitos autorais, da remuneração justa e da valorização do capital humano são fundamentais para garantir a sustentabilidade e o protagonismo da produção sonora no ecossistema do audiovisual brasileiro.
Por que isso importa
A relevância da atuação da Apro+Som e de Bia Ambrogi transcende os interesses específicos das produtoras de som, impactando diretamente a qualidade, a ética e a sustentabilidade de todo o mercado audiovisual. A defesa dos direitos autorais frente à inteligência artificial, por exemplo, é crucial para proteger a criatividade humana e garantir que os criadores sejam devidamente remunerados. Sem essa proteção, a base da economia criativa poderia ser erodida, desestimulando a produção original e transformando a IA em um substituto, em vez de uma ferramenta complementar.
Para o leitor, este movimento é vital porque conecta a inovação tecnológica com a justiça social e econômica. A regulação da IA, as discussões sobre prazos de pagamento e a busca por maior representatividade feminina não são apenas pautas setoriais; são pilares para um ecossistema mais equitativo e competitivo. Um audiovisual saudável, que valoriza todos os seus componentes — da imagem ao som, da criação à execução —, é essencial para a cultura, para a geração de empregos e para a capacidade do Brasil de exportar seu talento e sua criatividade para o mundo, fomentando a transformação digital e a inovação de forma responsável.
Impactos práticos
Para empresas
As empresas do setor audiovisual e criativo precisarão se adaptar às novas regulamentações de pagamento e ao uso ético da IA, buscando oportunidades de inovação responsável que valorizem o capital humano e a propriedade intelectual. A atuação da Apro+Som visa criar um ambiente de negócios mais justo e previsível, reduzindo riscos e estimulando investimentos em talentos nacionais.
Para consumidores
O público final se beneficiará de um conteúdo audiovisual mais autêntico e de alta qualidade, garantindo que as obras reflitam a criatividade humana e não sejam meras compilações algorítmicas. A transparência na origem do conteúdo e a proteção contra usos indevidos da IA fortalecerão a confiança na indústria.
Para o mercado
O mercado ganhará em justiça competitiva, com a padronização de práticas e a criação de um ambiente mais transparente. O reconhecimento da produção sonora como um setor fundamental impulsionará a inovação, a especialização e a capacidade de exportação, elevando o patamar do audiovisual brasileiro no cenário global, combatendo a precarização e garantindo a arrecadação devida pela execução pública.
O cenário daqui para frente
Os próximos anos para a produção sonora e o audiovisual brasileiro serão marcados pela consolidação das tendências atuais. A regulamentação da IA continuará sendo uma pauta central, com a expectativa de que o PL 2.338/2023 avance na Câmara dos Deputados, estabelecendo diretrizes claras para o uso da tecnologia e a proteção dos direitos autorais. Simultaneamente, a Apro+Som planeja refinar processos internos e intensificar sua atuação institucional, buscando maior reconhecimento do som não apenas como parte do audiovisual, mas como uma indústria em si, com suas particularidades e demandas.
Haverá um foco renovado na pauta da representatividade feminina, com iniciativas contínuas como o programa “Elas no Som” e parcerias estratégicas com eventos como Women’s Music Events (WME) e Mulheres Profissionais do Audiovisual Brasileiro (MPAB). Outro pilar estratégico será a exportação de talentos brasileiros. Por meio de projetos como o BPM (Brasil para o Mundo) e em parceria com entidades como Apex e Sebrae, a Apro+Som visa organizar e impulsionar a presença de produtoras e profissionais brasileiros no mercado internacional, aproveitando a valorização do câmbio e a agilidade da produção nacional para fechar novos negócios em mercados como o da Polônia e Índia.
O que observar agora
- O andamento e a aprovação dos projetos de lei “Pague em 15” e de regulamentação da IA em Brasília, que moldarão as condições de trabalho e os direitos autorais no setor criativo.
- A evolução das iniciativas de promoção da representatividade feminina no som e audiovisual, monitorando o impacto de programas como “Elas no Som” na inclusão de novas compositoras e mixadoras.
- As ações e os resultados do programa de exportação de talentos da Apro+Som em parceria com a Apex e Sebrae, que podem abrir novos mercados e oportunidades para a produção sonora brasileira globalmente.
Perguntas frequentes
Qual o papel da Apro+Som na regulamentação da Inteligência Artificial?
A Apro+Som lidera a Frente Responsável, um grupo de mais de 50 associações da economia criativa que busca assegurar a proteção dos direitos autorais e a transparência dos algoritmos na regulamentação da IA no Brasil, defendendo o uso ético da tecnologia e a valorização da criação humana.
Como a Apro+Som atua para promover a representatividade feminina no setor de som?
A entidade idealizou o programa de rádio “Elas no Som” para dar protagonismo às mulheres compositoras e atua como embaixadora em iniciativas como Women’s Music Events (WME) e MPAB, buscando identificar novos talentos e discutir a criatividade feminina no audiovisual.
Quais são os próximos passos da Apro+Som para o futuro?
A Apro+Som planeja refinar processos internos, buscar maior reconhecimento institucional do som como parte vital do audiovisual e da economia criativa, impulsionar a pauta da representatividade feminina e promover a exportação de talentos brasileiros de produção sonora para o mercado global, com apoio de entidades como Apex e Sebrae.
