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Audiovisual Além dos 30 Segundos: Mario Peixoto e a Estratégia de Crescimento Multicanal do Grupo Papaki

Audiovisual Além dos 30 Segundos: Mario Peixoto e a Estratégia de Crescimento Multicanal do Grupo Papaki


Em um cenário de rápidas transformações no mercado audiovisual, Mario Peixoto, sócio do Grupo Papaki, desafia a percepção de escassez de oportunidades, defendendo uma visão ampliada que vai além das grandes produções. O grupo, fundado há 20 anos, tem expandido sua atuação para marketing de influência, experiências e eventos, buscando volume e diversificação para impulsionar um crescimento de 30% previsto para este ano, consolidando sua posição como um ecossistema completo de conteúdo.

Atualizado em 22 de julho de 2024 • Leitura estimada: 8 minutos

Resumo rápido

  • O mercado audiovisual, embora mais complexo, está repleto de oportunidades em diversos tamanhos e formatos, exigindo adaptabilidade.
  • O Grupo Papaki aposta na ampliação de frentes — do marketing de influência à produção internacional — para alavancar um crescimento robusto.
  • A fragmentação do setor e a demanda por volume e agilidade moldarão as estratégias futuras, priorizando ecossistemas de produção completos e integrados.

O que aconteceu

Em um diálogo sobre o atual panorama do audiovisual, Mario Peixoto, um dos sócios fundadores do Grupo Papaki, apresentou uma perspectiva otimista e estratégica. Para Peixoto, a crença de que as oportunidades no segmento diminuíram é míope. Ele argumenta que o foco exclusivo em grandes produções ou nos tradicionais filmes de 30 segundos para publicidade ignora a vasta gama de possibilidades que surgiram com a evolução e fragmentação das mídias. A chave, segundo ele, está em estar aberto a filmes de todos os tamanhos, formatos e propósitos, alcançando audiências em diversas plataformas.

Grupo Papaki

Lideranças do Grupo Papaki: Mario Peixoto, sócio, Maira Massullo, CBO, Claudio Cinelli, COO, Alexandre Sallouti, sócio, Juliana Zaninoto, CFO (Crédito: Divulgação)

O Grupo Papaki, cofundado por Mario Peixoto e Alexandre Sallouti há duas décadas a partir da Delicatessen Filmes, exemplifica essa adaptação contínua. A empresa não se limitou ao seu core de produção de filmes, mas expandiu sua atuação para outras áreas adjacentes e complementares do audiovisual, como marketing de influência, criação de experiências imersivas e produção de eventos. Essa diversificação tem sido crucial para a projeção de um crescimento de 30% para o ano corrente. É importante notar que, mesmo com a ampliação das frentes, a produção de filmes, juntamente com as 22 produtoras que integram o grupo, continua sendo uma fonte significativa de receita. O ecossistema Papaki engloba, além de dez produtoras focadas em publicidade, operações de áudio, consultoria de marketing, uma agência de talentos e serviços de pós-produção. O grupo também se destaca por deter a operação da revista Elle no Brasil. No final de 2025, a estrutura de liderança foi fortalecida com a nomeação de Maira Massullo como Chief Business Officer (CBO) e Claudio Cinelli como Chief Operating Officer (COO), ao lado da Chief Financial Officer (CFO) Juliana Zaninoto.

Ponto-chave

A verdadeira fronteira do audiovisual contemporâneo não está na escassez, mas na capacidade de transcender modelos tradicionais, abraçando a diversidade de formatos, a agilidade na entrega e a construção de ecossistemas de conteúdo que conversem com públicos em múltiplos canais.

Por que isso importa

A perspectiva de Mario Peixoto e a estratégia do Grupo Papaki são um termômetro valioso para o mercado, sinalizando que a estagnação não é uma opção. Em vez de lamentar a mudança, é crucial identificar e capitalizar as novas correntes. Os impactos se estendem desde a redefinição das prioridades de investimento em produção até a forma como marcas e criadores interagem com suas audiências. As oportunidades residem na capacidade de gerar volume, adaptar-se a diferentes plataformas e engajar-se em frentes que antes não eram consideradas parte do core audiovisual, como marketing de influência e conteúdo experiencial.

Para o leitor, que pode ser um profissional de marketing, um empresário ou um investidor, essa análise sublinha a importância da transformação digital e da inovação contínua. O cenário atual exige que empresas de todos os portes revisitem suas estratégias de conteúdo, buscando não apenas visibilidade, mas conexões autênticas e duradouras com seu público. A competitividade no setor de mídia e entretenimento está intrinsecamente ligada à agilidade em identificar tendências e à capacidade de inovar nos formatos e canais de entrega, garantindo relevância em um ambiente digital em constante mutação.

Impactos práticos

Para empresas

Empresas do setor de conteúdo e publicidade precisarão diversificar seus portfólios, investindo em produções para novas mídias e formatos. A agilidade na entrega e a busca por parcerias estratégicas em áreas como experiências e influência digital se tornam imperativas. Decisões de investimento devem priorizar a escalabilidade e a capacidade de adaptação a públicos fragmentados.

Para consumidores

O público final se beneficiará de uma oferta de conteúdo mais rica e personalizada, com uma variedade maior de formatos, desde vídeos curtos em redes sociais até experiências imersivas em eventos. Essa fragmentação pode levar a um maior poder de escolha, mas também exige curadoria e maior discernimento para navegar no vasto universo de informações e entretenimento.

Para o mercado

O mercado audiovisual tende a se tornar ainda mais competitivo, com a consolidação de grupos que oferecem soluções integradas e o surgimento de novos players especializados em nichos específicos. A regulamentação pode precisar se adaptar à velocidade das inovações, e a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, desempenhará um papel crescente na otimização da produção e personalização do conteúdo.

O cenário daqui para frente

Nos próximos meses e anos, o cenário do audiovisual continuará a ser moldado pela intersecção de tecnologia, comportamento de consumo e estratégias empresariais. Espera-se um crescimento contínuo de conteúdos em formatos curtos e verticais, pensados para consumo em dispositivos móveis, e um avanço nas experiências interativas que borram as fronteiras entre publicidade e entretenimento. A busca por eficiência e agilidade na produção será um diferencial competitivo, impulsionando a adoção de novas ferramentas e metodologias.

Essa movimentação aponta para um futuro onde o audiovisual não é apenas um produto, mas um pilar estratégico para qualquer marca ou empresa que busque engajamento significativo. A transformação digital continuará a ditar as regras, com a inovação em modelos de negócio e a personalização de conteúdo ganhando ainda mais força. Grupos como o Papaki, que conseguem tecer uma rede de serviços diversificados e se adaptar rapidamente, estarão à frente na captura das oportunidades emergentes, consolidando ecossistemas de conteúdo que ofereçam soluções 360º para o mercado.

O que observar agora

  • O volume e o tipo de investimento em produções digitais e para plataformas de streaming, que continuam a crescer exponencialmente.
  • As movimentações de fusões e aquisições, ou de especialização em nichos, por parte de empresas do setor de mídia e entretenimento.
  • A crescente demanda por marketing de influência e a profissionalização do conteúdo gerado por criadores, que ganha peso estratégico para marcas.

Perguntas frequentes

Como o Grupo Papaki se adaptou às mudanças no audiovisual?

O Grupo Papaki adaptou-se expandindo sua atuação para áreas como marketing de influência, experiências e eventos, além de diversificar formatos de produção e fortalecer sua estrutura de liderança para um crescimento integrado.

Quais são as principais oportunidades no mercado audiovisual hoje?

As principais oportunidades residem no volume de produção, na criação de conteúdos variados para múltiplas mídias, na exploração de mercados internacionais e no desenvolvimento de novas frentes como experiências imersivas e marketing de influência.

Qual a visão de Mario Peixoto sobre o futuro do setor?

Mario Peixoto defende que o futuro exige uma visão ampliada e flexível, focada na criação de ecossistemas de produção que atendam à fragmentação do setor e à demanda contínua por conteúdo diversificado e adaptável a qualquer plataforma.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.


Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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