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CMO Além do Marketing: O Futuro da Demanda na Visão de Leandro Barreto, da Unilever

CMO Além do Marketing: O Futuro da Demanda na Visão de Leandro Barreto, da Unilever


Em uma análise aprofundada no Cannes Lions 2026, Leandro Barreto, CMO Global da Unilever, destacou a evolução crítica do papel do diretor de marketing. Ele ressaltou que o CMO de hoje transcende a liderança tradicional de “marketing” para se tornar o principal arquiteto e orquestrador da geração de demanda e crescimento estratégico da empresa, com implicações diretas para o futuro das marcas e do setor de bens de consumo.

Atualizado em 20 de maio de 2024 • Leitura estimada: 6 minutos

Resumo rápido

  • O CMO moderno é o principal motor de demanda e crescimento, atuando como maestro do ecossistema de negócios.
  • A Unilever está reestruturando seu portfólio, focando em higiene, cuidados pessoais e domésticos, e reafirmando a longevidade de suas marcas por meio da inovação constante.
  • O festival de Cannes Lions reflete essa mudança, intensificando a conexão com líderes de marketing para debater as novas fronteiras da indústria.

O que aconteceu

Leandro Barreto, CMO global da Unilever, no Cannes Lions 2026

Executivo durante sua apresentação em Cannes este ano (Crédito: Celina Filgueiras)

 

Durante sua participação marcante no Cannes Lions 2026, Leandro Barreto, CMO Global da Unilever, ofereceu insights cruciais sobre o futuro do marketing e o papel transformador do CMO. Em entrevista para a edição semanal de Meio & Mensagem, o executivo detalhou a nova arquitetura estratégica que orienta o marketing da gigante de bens de consumo, enfatizando a reconfiguração do negócio para se concentrar nas categorias de higiene, cuidados pessoais e cuidados com o lar, após a recente alienação de suas divisões de sorvetes e alimentos. Essa movimentação estratégica sublinha a busca da Unilever por maior foco e agilidade em um mercado em constante mutação.

Barreto também abordou a crescente aproximação do Festival de Cannes Lions com os executivos de marketing de grandes anunciantes, evidenciada pela estreia do CMO’s Global Forum e pela homenagem Laureate Marketing. Esse movimento do festival reflete o reconhecimento de que as fronteiras entre agências, anunciantes e plataformas de mídia tornaram-se fluidas e interconectadas. Segundo o CMO da Unilever, essa mescla exige um novo tipo de liderança no marketing, onde a colaboração e a visão estratégica são fundamentais para navegar em um ecossistema complexo e garantir o crescimento do negócio. Ele enfatizou que o CMO moderno atua como um maestro, orquestrando todas as partes envolvidas para gerar demanda efetiva.

Ponto-chave

O CMO contemporâneo evoluiu de um mero gestor de marketing para um líder estratégico multifacetado, diretamente responsável pela arquitetura de crescimento e pela geração de demanda, exigindo uma compreensão aprofundada do P&L e do ecossistema de negócios.

Por que isso importa

A redefinição do papel do CMO, conforme articulado por Barreto, sinaliza uma mudança fundamental na forma como as empresas percebem e integram o marketing em suas estratégias centrais de negócios. Longe de ser uma função isolada, o marketing agora está intrinsecamente ligado à performance financeira e ao desenvolvimento de portfólio. Essa perspectiva coloca o CMO em uma posição de liderança executiva, com influência direta sobre os resultados da empresa. A capacidade de orquestrar a geração de demanda em um cenário digital fragmentado e competitivo é um diferencial crucial para a sustentabilidade e expansão dos negócios.

Essa evolução é vital em um contexto de transformação digital acelerada, onde a capacidade de inovar e responder rapidamente às mudanças no comportamento do consumidor é decisiva. Para o leitor, compreender essa mudança significa reconhecer que o marketing se tornou um pilar estratégico que impulsiona a competitividade, a inovação e o relacionamento com o cliente. A visão da Unilever, ao focar na relevância de suas marcas históricas e na adaptação de seu portfólio, demonstra a necessidade de as empresas estarem à frente das tendências para manterem seu significado na vida das pessoas e no mercado global.

Impactos práticos

Para empresas

As empresas precisarão reavaliar a estrutura de suas equipes de marketing e a formação de seus líderes. O CMO se torna um interlocutor direto da alta gestão, exigindo uma visão de negócios completa, que vai além das métricas tradicionais de campanha e engloba o P&L, a estratégia de mercado e o crescimento orgânico. Investir em líderes com essa capacidade de orquestração e geração de demanda será crucial.

Para consumidores

Indiretamente, os consumidores podem se beneficiar de experiências de marca mais coesas e produtos mais alinhados às suas necessidades. Um CMO focado na demanda e no crescimento busca entender profundamente o comportamento do consumidor, resultando em ofertas mais relevantes e inovadoras, além de uma comunicação mais integrada e menos fragmentada em diversos pontos de contato.

Para o mercado

O mercado testemunhará uma maior integração entre as áreas de marketing e vendas, com a dissolução de silos. A pressão por resultados e a complexidade do ecossistema digital farão com que o CMO seja cada vez mais um catalisador de inovação e um estratego de negócios. Isso pode levar a novas formas de colaboração entre anunciantes, agências e plataformas, buscando eficiência e impacto em um cenário competitivo que, inclusive, começa a ver a ascensão de setores como o farmacêutico em termos de força de marca.

O cenário daqui para frente

O futuro do marketing, e consequentemente do papel do CMO, aponta para uma integração ainda mais profunda com a estratégia corporativa. A capacidade de prever tendências, adaptar-se rapidamente a novas tecnologias e entender as nuances do comportamento do consumidor será mais valiosa do que nunca. A discussão sobre a ascensão de novas forças de mercado, como as farmacêuticas e suas “canetas emagrecedoras”, que alguns veem como as “novas Unilevers”, é minimizada por Barreto. Ele aposta na perenidade de marcas como Hellmann’s e Dove, que, com mais de um século, demonstram a capacidade de se reinventar e permanecer relevantes na cultura e na vida das pessoas através de produtos que entregam valor real.

A transformação digital continuará moldando o comportamento do mercado, exigindo que as estratégias empresariais sejam cada vez mais flexíveis e orientadas por dados. A Unilever, ao focar em um portfólio mais estratégico e na reinvenção constante de suas marcas, exemplifica como grandes corporações podem se adaptar para garantir crescimento e impacto contínuos. O CMO do futuro será um líder que não apenas entende o marketing, mas que tem um comando total do negócio e de como a geração de demanda impulsiona os objetivos financeiros e de mercado da empresa.

O que observar agora

  • Acompanhe a forma como as empresas ajustam suas estruturas organizacionais para dar mais poder estratégico ao CMO, integrando-o diretamente ao P&L.
  • Observe a evolução das parcerias entre agências, anunciantes e plataformas, buscando modelos mais colaborativos e eficientes na geração de demanda.
  • Fique atento às estratégias de reinvenção de marcas centenárias no setor de bens de consumo, para entender como elas mantêm a relevância em um mercado em constante mudança.

Perguntas frequentes

Qual é o novo papel do CMO na visão de Leandro Barreto?

Na visão de Barreto, o CMO é o maestro do ecossistema de negócios, responsável por liderar a geração de demanda e arquitetar o crescimento da empresa, com foco no P&L e na orquestração de comunicação, indo além do marketing tradicional.

Como a Unilever está se adaptando às mudanças no mercado global?

A Unilever está reestruturando seu portfólio, vendendo divisões de alimentos e sorvetes para focar em higiene, pessoal e cuidados com a casa, ao mesmo tempo em que aposta na reinvenção constante de suas marcas icônicas para manter a relevância cultural e funcional.

Qual o impacto da ascensão de farmacêuticas no setor de bens de consumo, segundo Barreto?

Barreto minimiza o impacto direto, afirmando que, embora novas categorias surjam, marcas consolidadas como as da Unilever, que se reinventam e entregam produtos significativos, continuarão a ter um espaço garantido na vida dos consumidores e na cesta de compras.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.


Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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