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Copa do Mundo Acelera Transição: TV Conectada e Streaming Lideram Audiência no Brasil

Copa do Mundo Acelera Transição: TV Conectada e Streaming Lideram Audiência no Brasil


A Copa do Mundo de 2026 impulsionou uma transformação nos hábitos de consumo de mídia no Brasil, revelando a consolidação da TV conectada e do streaming como protagonistas. Dados da Samsung Ads, analisados entre 11 de junho e 19 de julho, mostram que milhões de aparelhos exibiram um comportamento multiplataforma, estendendo o tempo de tela muito além da duração das partidas.

Atualizado em 26 de julho de 2026 • Leitura estimada: 6 minutos

Resumo rápido

  • A Copa do Mundo de 2026 catalisou a adoção da TV conectada e do streaming no Brasil, superando a audiência da TV linear.
  • O evento evidenciou uma nova dinâmica de consumo multiplataforma, onde o tempo de tela se estende para além do conteúdo principal, com crescimento simultâneo de streaming e TV linear.
  • A TV conectada se consolida como o hub central de conteúdo, exigindo novas estratégias de engajamento e publicidade das marcas.

O que aconteceu

A Copa do Mundo de 2026, realizada entre 11 de junho e 19 de julho, atuou como um marco significativo na redefinição dos hábitos de consumo de mídia no cenário brasileiro. A Samsung Ads, por meio de uma análise aprofundada de seus dados proprietários, revelou que impressionantes 18,1 milhões de Smart TVs ativas no país foram mobilizadas para acompanhar as transmissões do torneio. Esse engajamento massivo destacou uma preferência crescente por plataformas digitais e a adoção de um modelo híbrido de visualização de conteúdo.

Historicamente, grandes eventos esportivos sempre foram sinônimo de audiência recorde na televisão tradicional. Contudo, a edição de 2026 da Copa do Mundo sinalizou uma guinada notável. A conveniência e a flexibilidade do streaming demonstraram sua força, levando quase metade (47%) dos dispositivos a acessar os jogos exclusivamente via streaming. Adicionalmente, uma parcela substancial de 44% alternou entre o streaming e a televisão linear, enquanto apenas 9% permaneceram unicamente no modelo tradicional. Esta estatística sublinha uma mudança irreversível no comportamento do telespectador. A análise foi além do tempo de jogo: 48% das TVs já registravam atividade uma hora antes do início das partidas, e 69% permaneceram ligadas por pelo menos uma hora após o apito final, dedicando-se a análises pós-jogo e conteúdos relacionados. No total, a competição gerou um volume colossal de 691 milhões de horas de visualização, com o streaming contribuindo com a maior parte desse volume, alcançando 77%.

Dados proprietários da Samsung mostram consolidação da TV conectada na jornada dos torcedores (Crédito: jeppe gustafsson/shutterstock)

Dados proprietários da Samsung mostram consolidação da TV conectada na jornada dos torcedores (Crédito: jeppe gustafsson/shutterstock)

Ponto-chave

A Copa do Mundo de 2026 não apenas quebrou recordes de audiência, mas consolidou a TV conectada como a plataforma central para o consumo de conteúdo no Brasil, transformando o streaming em um pilar inquestionável da experiência televisiva moderna.

Por que isso importa

A ascensão da TV conectada e do streaming durante um evento de magnitude como a Copa do Mundo possui implicações profundas para todo o ecossistema de mídia e para o mercado em geral. Para as empresas, isso representa uma reconfiguração da forma como o conteúdo é distribuído e como a publicidade é consumida. Marcas e anunciantes agora precisam considerar não apenas os canais de televisão tradicionais, mas também a vasta diversidade de plataformas de streaming e a própria interface inicial das Smart TVs como espaços estratégicos cruciais para engajar seus consumidores. A capacidade de estender a jornada do usuário além da transmissão do evento principal abre novas e promissoras avenidas para a criação de conteúdo segmentado e para o desenvolvimento de estratégias de retenção mais eficazes.

Esse fenômeno reflete a aceleração da transformação digital que permeia todas as esferas da vida moderna. A conveniência, a personalização da experiência e a capacidade de acessar conteúdo sob demanda são os principais propulsores dessa mudança de paradigma. Para as empresas, ignorar o potencial da TV conectada e do streaming significa perder contato com uma parcela crescente e engajada da audiência. No campo do marketing, a oportunidade reside em desenvolver campanhas mais integradas e interativas, capitalizando os dados ricos gerados por esses dispositivos para otimizar o alcance e a relevância das mensagens publicitárias. A competitividade no setor exige inovação contínua e uma adaptação ágil a esses novos e dinâmicos fluxos de consumo.

Impactos práticos

Para empresas

Empresas de mídia, anunciantes e criadores de conteúdo precisam reavaliar suas estratégias de distribuição e engajamento. Há uma demanda crescente por conteúdo multiplataforma e a necessidade de investir em produções de alta qualidade para o streaming. Marcas devem explorar as funcionalidades interativas das Smart TVs e a segmentação de audiência para campanhas mais eficazes, focando na personalização e no engajamento antes, durante e após os grandes eventos.

Para consumidores

O público final se beneficia de maior flexibilidade e controle sobre o que assiste e como assiste. A Copa do Mundo demonstrou que a experiência pode ser mais rica ao combinar diferentes fontes de conteúdo, oferecendo mais opções, desde transmissões ao vivo com recursos extras no streaming até o acesso fácil a análises e documentários pós-jogo, tudo a partir de um único dispositivo.

Para o mercado

O setor enfrenta uma aceleração na competição entre plataformas de streaming e TVs lineares, que agora coexistem e se complementam. A necessidade de inovação tecnológica na experiência do usuário e na entrega de publicidade se intensifica. Há também um impacto estratégico na forma como direitos de transmissão são negociados e como a monetização de conteúdo é planejada, com um foco crescente no modelo de assinaturas e na publicidade programática.

O cenário daqui para frente

A tendência de consumo híbrido, acentuada pela Copa do Mundo, tende a se consolidar como o padrão. Grandes eventos esportivos continuarão a atuar como âncoras para o engajamento na TV conectada, mas o comportamento fragmentado e a busca por conteúdo sob demanda se tornarão predominantes. Observaremos um investimento ainda maior em tecnologia para Smart TVs, buscando aprimorar a interface do usuário e a integração fluida entre diferentes aplicativos. A convergência entre a TV linear e o streaming se aprofundará, com mais ofertas que combinam o melhor dos dois mundos, proporcionando uma experiência de visualização ainda mais rica e personalizada.

A jornada do consumidor na TV conectada se tornará cada vez mais fluida, com o hub principal do televisor funcionando como um agregador inteligente de conteúdos. Empresas que souberem capitalizar essa centralidade e oferecer uma experiência de usuário sem atritos terão uma vantagem competitiva considerável. A inovação no marketing digital precisará abraçar a Smart TV como uma tela premium, desenvolvendo formatos publicitários mais criativos e menos intrusivos, que complementem a experiência de visualização sem comprometê-la.

O que observar agora

  • Monitorar o crescimento contínuo de assinaturas de streaming e o volume de horas consumidas em eventos não esportivos via TV conectada.
  • Acompanhar como as grandes plataformas de streaming e emissoras tradicionais irão adaptar suas ofertas e pacotes para capturar a audiência híbrida.
  • Observar a evolução da personalização da experiência na tela inicial da Smart TV e a integração de dados para publicidade direcionada.

Perguntas frequentes

Como a Copa do Mundo impactou o consumo de TV no Brasil?

A Copa do Mundo de 2026 impulsionou o consumo de TV conectada, consolidando o streaming e o modelo híbrido de visualização. Milhões de aparelhos acessaram transmissões, com a maioria via streaming ou alternando entre streaming e TV linear, aumentando o tempo total de tela de forma significativa.

Qual a principal mudança no comportamento do telespectador?

A principal mudança é a adoção generalizada do consumo multiplataforma. O telespectador não se restringe mais a uma única fonte, utilizando streaming e TV linear de forma complementar e estendendo a visualização para além da duração do conteúdo principal, buscando uma experiência mais rica e integrada.

Qual o futuro da publicidade e do marketing na TV conectada?

O futuro da publicidade e do marketing na TV conectada reside na personalização e na segmentação avançada. Marcas precisarão desenvolver estratégias inovadoras para engajar audiências neste novo hub de conteúdo, aproveitando dados para criar campanhas mais relevantes, interativas e menos intrusivas, adaptadas à jornada do usuário.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.


Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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