Globo Revela Ambiciosa Estratégia para Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil
A Rede Globo anunciou suas primeiras e inovadoras iniciativas para a cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. O anúncio, feito estrategicamente durante a final da 23ª edição da Copa do Mundo masculina, vencida pela Espanha em 19 de dezembro, sinaliza um investimento sem precedentes no futebol feminino, com a emissora detendo os direitos de transmissão de todos os jogos e prometendo uma abordagem multiplataforma que redefine a forma de acompanhar o torneio.
Atualizado em 15 de maio de 2024 • Leitura estimada: 8 minutos
Resumo rápido
- A Globo garantiu os direitos de transmissão de todos os jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, prometendo uma cobertura inédita e multiplataforma.
- Este movimento representa um marco no marketing esportivo e na valorização do futebol feminino, com a criação de conteúdos exclusivos como o programa “Central da Copa” feminino e produções audiovisuais sobre a trajetória da seleção.
- A estratégia visa consolidar o engajamento do público com o futebol feminino, expandindo a audiência e o potencial comercial da modalidade, o que pode influenciar futuros investimentos em esportes femininos.
O que aconteceu
A Rede Globo, um dos maiores conglomerados de mídia do Brasil, aproveitou o grande palco da final da Copa do Mundo masculina para fazer um anúncio estratégico: suas primeiras iniciativas de cobertura para a Copa do Mundo Feminina de 2027. Este torneio, que marcará a primeira vez que uma edição feminina será sediada na América Latina, terá o Brasil como palco principal, distribuído em oito cidades-sede, incluindo metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília. Ao contrário da edição masculina, onde a Globo compartilhou os direitos de transmissão, para o torneio feminino a emissora detém a exclusividade de todos os jogos, garantindo uma cobertura completa e sem precedentes.
A movimentação da Globo ocorre em um cenário de crescente valorização e visibilidade do futebol feminino. A emissora já transmite o Campeonato Brasileiro feminino e os amistosos da seleção nacional, consolidando uma trajetória de investimento na modalidade. A escolha do Brasil como país anfitrião pela FIFA, que estruturou um Comitê de Organização liderado por Gal Barradas, diretora executiva de revenues & marketing, demonstra o potencial de engajamento e a importância estratégica do evento para a região. Este contexto histórico de maior atenção e o comprometimento da Globo sinalizam uma nova era para o esporte feminino no país, elevando-o ao patamar de grandes eventos esportivos.

Globo começa preparativos para cobertura da Copa do Mundo feminina (Crédito: reproducao-instagram)
Entre as iniciativas de destaque anunciadas, a Globo confirmou a produção de uma edição inédita do “Central da Copa”, programa tradicionalmente dedicado à repercussão dos jogos masculinos, que agora terá sua versão exclusiva para o torneio feminino. Além disso, a emissora está investindo em produções audiovisuais de grande impacto, como o longa-metragem “Marta”, em parceria com Conspiração, Globo Filmes, TV Globo e a sueca Fox In The Snow, que contará a trajetória da icônica camisa 10 da seleção brasileira. Um documentário abrangente sobre o futebol feminino e a busca da seleção brasileira por um título inédito também está em desenvolvimento, visando aprofundar a narrativa e o engajamento com o público. Para aquecer a audiência, chamadas promocionais já estão sendo veiculadas, destacando a seleção e momentos marcantes de edições anteriores.
Ponto-chave
A estratégia multiplataforma e o investimento em conteúdo exclusivo da Globo para a Copa do Mundo Feminina 2027 marcam uma virada no marketing esportivo, elevando o patamar do futebol feminino no Brasil e solidificando sua posição como produto de mídia relevante e rentável.
Por que isso importa
A postura proativa da Globo em garantir direitos totais e desenvolver uma cobertura tão robusta para a Copa do Mundo Feminina de 2027 reflete uma compreensão apurada das tendências de mercado e do crescente potencial do esporte feminino. Este investimento não é apenas um movimento de mídia; é uma aposta na transformação digital do consumo de conteúdo esportivo, na diversificação de narrativas e na atração de novas audiências. Ao oferecer uma experiência completa e engajadora em diversas plataformas, a emissora busca capitalizar sobre o aumento do interesse no futebol feminino, que tem demonstrado capacidade de gerar altos índices de audiência e engajamento, como visto em edições anteriores de grandes eventos.
Para o leitor, que inclui profissionais de marketing, gestores de empresas e entusiastas do esporte, essa iniciativa é crucial. Ela demonstra como a inovação na cobertura de grandes eventos pode impulsionar o consumo e a relevância de uma modalidade. As oportunidades se estendem desde o desenvolvimento de novos formatos publicitários e de patrocínio até o fomento de uma nova geração de talentos e fãs. A conexão entre o investimento midiático e a transformação cultural do esporte feminino é inegável, impactando diretamente a competitividade do Brasil no cenário global e incentivando a inclusão e a representatividade.
Impactos práticos
Para empresas
Empresas, especialmente as ligadas a produtos de consumo, tecnologia e serviços financeiros, encontrarão um terreno fértil para patrocínios e parcerias. A maior visibilidade da Copa do Mundo Feminina e a diversidade de plataformas de transmissão (TV aberta, fechada e digital) abrem novas avenidas para campanhas de marketing inovadoras, que podem se conectar com uma audiência engajada e em crescimento. Marcas que apoiam o esporte feminino fortalecem sua imagem de diversidade e inclusão, gerando valor e diferenciação em um mercado competitivo.
Para consumidores
O público final se beneficiará de uma experiência de consumo de conteúdo mais rica e acessível. A cobertura multiplataforma garantirá que os jogos e conteúdos exclusivos estejam disponíveis onde e quando o consumidor desejar, seja na TV linear ou em plataformas digitais. Além disso, o investimento em documentários e programas especiais como o “Central da Copa” feminino aprofundará a conexão emocional com as atletas e o esporte, promovendo uma maior valorização das heroínas do futebol e uma experiência mais imersiva.
Para o mercado
O mercado de mídia e esportes testemunhará um fortalecimento significativo do futebol feminino como um produto comercial viável e atrativo. A entrada de players como a Netflix nos Estados Unidos e Porto Rico, que adquiriu os direitos de transmissão na totalidade, juntamente com a CazéTV no Brasil e a Globo, indica uma pulverização e diversificação dos canais, intensificando a competição por audiência e publicidade. Isso pode levar a um aumento nos investimentos em outras modalidades esportivas femininas, impulsionando a profissionalização e o reconhecimento de atletas em diversas áreas.
O cenário daqui para frente
Os próximos meses serão marcados por uma intensificação dos preparativos da Globo e dos demais players envolvidos. A expectativa é que novas parcerias e ativações sejam anunciadas, expandindo ainda mais o alcance e o impacto da Copa do Mundo Feminina. O sucesso desta edição no Brasil pode solidificar o país como um polo de grandes eventos esportivos femininos, gerando legados duradouros em infraestrutura, desenvolvimento de talentos e na cultura esportiva nacional. É provável que vejamos um aumento no licenciamento de produtos e na criação de experiências imersivas para os fãs, tanto nas cidades-sede quanto nas plataformas digitais.
As conexões com o comportamento de mercado são evidentes: há uma demanda crescente por conteúdo diversificado e representativo. A Globo, ao abraçar essa causa, não apenas atende a essa demanda, mas também a molda, incentivando uma nova percepção sobre o valor do esporte feminino. Isso impactará as estratégias empresariais de longo prazo, com marcas buscando alinhar-se a valores de igualdade e empoderamento, e com a transformação digital ditando a forma como o consumo de mídia evolui, priorizando a personalização e a interatividade.
O que observar agora
- O engajamento do público com as primeiras chamadas e conteúdos de aquecimento da Globo, indicando o termômetro para a Copa.
- As próximas movimentações de grandes marcas e anunciantes, que deverão intensificar seus investimentos em marketing esportivo focado no torneio feminino.
- A evolução das discussões sobre igualdade de gênero e representatividade no esporte, impulsionada pela visibilidade que a Copa do Mundo Feminina trará.
Perguntas frequentes
Quando e onde será a Copa do Mundo Feminina de 2027?
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil, distribuída em oito cidades-sede, marcando a primeira vez que o torneio ocorre na América Latina.
Quais são as principais inovações da cobertura da Globo para o evento?
A Globo terá direitos de transmissão de todos os jogos, com cobertura multiplataforma, uma edição do “Central da Copa” dedicada ao feminino e a produção de filmes e documentários sobre o futebol e as atletas, como o longa “Marta”.
Como o investimento da Globo impacta o futuro do futebol feminino?
O investimento eleva a visibilidade e o valor comercial do futebol feminino, atrai mais patrocinadores, impulsiona a profissionalização e inspira novas gerações de atletas, consolidando a modalidade no cenário esportivo e midiático global.



