?>

O que você quer solucionar hoje?

Pesquise inteligência de tráfego, automações B2B ou auditoria de dados no nosso acervo.

Marcas na Encruzilhada: Como a Polarização Política Molda o Consumo nas Eleições 2026

Marcas na Encruzilhada: Como a Polarização Política Molda o Consumo nas Eleições 2026


Com as Eleições de 2026 se aproximando, a influência da polarização política no comportamento do consumidor se torna um campo de estudo crucial para marcas e empresas. Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBDP) revela que o posicionamento político de uma marca, mesmo que percebido ou por boato, pode gerar uma significativa queda na intenção de compra, apontando para um cenário onde a neutralidade ou a gestão estratégica de valores se torna essencial para a sobrevivência no mercado brasileiro. O estudo, intitulado “A política entrou no carrinho”, examina o que realmente acontece quando o cenário eleitoral impacta as decisões de consumo.

Atualizado em 24 de julho de 2024 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • Um estudo do IBDP mostra que o alinhamento político de marcas, mesmo por boato, reduz a intenção de compra.
  • Empresas que se posicionam politicamente tendem a perder mais consumidores entre adversários do que ganhar entre apoiadores.
  • A gestão cuidadosa da imagem e a aposta em valores universais serão cruciais para marcas no cenário eleitoral de 2026.

O que aconteceu

À medida que o calendário eleitoral avança para 2026, a sociedade brasileira se prepara para um novo ciclo de escolhas, e junto com ele, a intensificação dos debates políticos. Nesse contexto, o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBDP) lançou um estudo aprofundado, intitulado “A política entrou no carrinho – O que o consumidor brasileiro realmente faz quando a marca se posiciona”. A pesquisa visava desvendar como a polarização política, um fenômeno cada vez mais presente na vida do país, influencia diretamente o comportamento de compra dos brasileiros.

Mão segurando título de eleitor com urna eletrônica da Justiça Eleitoral ao fundo.

(Crédito: Rafael-Henrique-stockadobecom)

A metodologia inovadora do IBDP envolveu 1.100 participantes de todas as cinco regiões do Brasil. Em vez de questionar diretamente sobre boicotes, o estudo utilizou um modelo experimental. Os participantes foram expostos a cenários hipotéticos envolvendo uma marca fictícia, onde rumores de que um executivo da empresa apoiava o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou o candidato Flávio Bolsonaro eram apresentados. O objetivo era observar as alterações na intenção de compra diante de tal posicionamento político percebido. Os resultados foram claros e impactantes: em ambos os casos, a intenção de compra da marca registrou uma queda perceptível.

Mais especificamente, o boato de apoio a Lula resultou em uma redução de 14% na intenção de compra, quando comparado a um cenário neutro. Para o boato de apoio a Flávio Bolsonaro, a queda foi ainda maior, atingindo 16%. Essa simulação demonstrou que a política tem, de fato, um peso considerável no carrinho de compras do consumidor brasileiro, especialmente quando a associação da marca a figuras políticas é negativa para uma parcela do público. O contexto pré-eleitoral, com a intensificação dos debates e a fragmentação das opiniões, eleva a sensibilidade do público a qualquer indício de alinhamento político por parte das empresas.

Ponto-chave

A polarização política cria um dilema complexo para as marcas, onde qualquer posicionamento explícito em relação a candidatos pode resultar em perdas líquidas de consumidores, superando os ganhos potenciais entre os aliados e desafiando estratégias tradicionais de engajamento.

Por que isso importa

Os achados do IBDP são cruciais para o mercado, sinalizando que a percepção política de uma marca não é um fator secundário, mas um elemento com potencial para impactar diretamente a performance comercial e a construção de sua reputação. A relevância da pesquisa reside na assimetria revelada: no cenário de polarização, uma marca perde mais consumidores entre os adversários políticos do que consegue conquistar entre os seus aliados. Por exemplo, em um cenário pró-Lula, a marca pode ganhar 7% de consumidores no campo aliado, mas perde 19% no campo oposto. No caso de um boato pró-Flávio Bolsonaro, o apoio pode chegar a 23%, mas o boicote alcança expressivos 44% no campo adversário.

Isso significa que o custo de um posicionamento explícito pode ser muito alto, pois o engajamento de uma base limitada não compensa a alienação de uma parcela maior do mercado. Para o leitor, isso importa porque afeta a forma como as marcas se comunicarão e se posicionarão no futuro. Empresas de todos os portes precisarão considerar cuidadosamente seus valores, suas mensagens e o risco de serem arrastadas para debates políticos que dividem. Em um cenário de transformação digital, onde a voz do consumidor é amplificada pelas redes sociais, a escolha por um posicionamento neutro ou por causas universais pode ser a chave para manter a competitividade, a confiança do consumidor e evitar crises de imagem, conectando-se diretamente a estratégias de marketing mais resilientes.

Impactos práticos

Para empresas

As empresas precisam repensar suas estratégias de comunicação e marketing. A tentação de alinhar-se a uma figura política para agradar uma base específica pode ser um erro estratégico custoso. O foco deve ser em construir uma marca com valores robustos e universais, que transcendam divisões políticas. Decisões sobre patrocínios, declarações públicas de executivos e campanhas publicitárias exigirão uma análise de risco mais profunda. Oportunidades podem surgir para marcas que conseguirem manter uma imagem de inclusão e neutralidade, apelando para um público mais amplo.

Para consumidores

O público final pode se tornar ainda mais seletivo e consciente sobre as marcas que escolhe apoiar. A pesquisa sugere que a aprovação governamental, embora presente, impacta menos a decisão de compra individual do que a percepção de alinhamento político. Isso indica que os consumidores estão buscando mais do que produtos e serviços; estão buscando marcas que ressoem com seus valores pessoais e éticos. Essa mudança pode levar a um aumento da demanda por transparência e autenticidade das marcas.

Para o mercado

O cenário competitivo pode ser redefinido. Marcas que tradicionalmente evitavam temas políticos podem ser forçadas a desenvolver estratégias para lidar com a percepção pública. Haverá uma pressão para que as empresas invistam em responsabilidade social corporativa (ESG) de uma forma que seja percebida como genuína e apartidária. Setores mais expostos à opinião pública, como o varejo e a mídia, sentirão os efeitos de forma mais intensa, exigindo agilidade e inteligência na gestão de suas reputações e estratégias de engajamento.

O cenário daqui para frente

Olhando para o futuro, o cenário político-econômico brasileiro continuará a ser um fator determinante para o comportamento do consumo e a longevidade das marcas. A pesquisa do IBDP, que inclusive traça um paralelo entre o nível de desaprovação governamental e a situação econômica das pessoas, aponta para uma sociedade onde o bem-estar financeiro é um vetor crucial. Duas em cada três pessoas que desaprovam o governo se veem financeiramente limitadas, enquanto entre os aprovadores, essa porcentagem cai para 34%. Embora a aprovação ao governo impacte pouco diretamente a intenção de compra (7,3/10 para aprovadores versus 6,8/10 para desaprovadores), o pano de fundo socioeconômico amplifica a sensibilidade a qualquer fator de discórdia.

As tendências indicam que marcas devem se concentrar em propósitos mais amplos e aceitáveis universalmente, como sustentabilidade ou inclusão social, que não são lidos como posicionamentos políticos explícitos e geram reações mais estáveis na intenção de compra. A movimentação do setor será no sentido de uma comunicação mais estratégica, que evite armadilhas da polarização e foque em construir pontes, não muros. A transformação digital continuará a dar voz aos consumidores, tornando a gestão da reputação online ainda mais crítica. Empresas que investirem em autenticidade e valores compartilhados, sem se envolver diretamente em disputas político-partidárias, terão maior resiliência e capacidade de navegação nos próximos meses e anos.

O que observar agora

  • Aumento da pressão para que marcas se posicionem sobre questões sociais, mas com crescente cautela para evitar alinhamento político explícito.
  • Empresas investindo mais em pesquisas de percepção de marca e em estratégias de comunicação que enfatizem valores universais e causas menos polarizadoras.
  • O surgimento de novos modelos de engajamento de marca que buscam conectar-se com consumidores em um nível mais profundo, além das clivagens ideológicas.

Perguntas frequentes

Como a polarização política afeta as marcas no Brasil?

Estudos, como o do IBDP, demonstram que a percepção de alinhamento político de uma marca pode diminuir drasticamente a intenção de compra, especialmente entre os eleitores de campos opostos.

É arriscado para uma marca se posicionar politicamente antes das eleições?

Sim, é considerado um risco elevado. A pesquisa indica que marcas perdem muito mais consumidores entre os adversários políticos do que conseguem atrair entre os seus próprios aliados, resultando em um saldo negativo.

Quais estratégias as empresas devem adotar para as Eleições 2026?

Empresas devem focar em comunicação neutra, enfatizar valores universais e causas como a sustentabilidade, que tendem a ser menos divisivas, e realizar análises de risco aprofundadas antes de qualquer declaração pública de cunho político.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.


Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima