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Marketing Digital: A Internet Aberta Resurge Como Motor da Jornada de Compra

Marketing Digital: A Internet Aberta Resurge Como Motor da Jornada de Compra


No cenário dinâmico do marketing digital, uma notável disparidade se acentua: enquanto os consumidores dedicam a maior parte de seu tempo online à internet aberta – composta por sites, portais e aplicativos independentes – a vasta maioria dos orçamentos publicitários digitais permanece concentrada em plataformas fechadas. Essa discrepância não apenas sinaliza uma oportunidade estratégica para anunciantes reavaliarem seus investimentos, mas também sublinha o papel insubstituível da open web na formação da opinião e na tomada de decisão dos consumidores, muito antes da conversão final.

Atualizado em 06 de maio de 2024 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • Há uma inversão de lógica: consumidores gastam a maior parte do tempo na internet aberta, mas a publicidade digital prioriza ambientes fechados.
  • A internet aberta emerge como palco principal para a pesquisa, descoberta e formação de opinião dos consumidores.
  • Empresas devem recalibrar investimentos, focando na construção de marca e nutrição da demanda em ambientes contextuais da open web.

O que aconteceu

Por anos, o ecossistema digital foi dominado pela migração de investimentos publicitários para os chamados ‘walled gardens’ – plataformas fechadas como grandes redes sociais e mecanismos de busca. A promessa era clara: escala, segmentação precisa e mensuração robusta. Contudo, em paralelo a essa movimentação de capital, o comportamento do usuário na internet evoluía, criando um paradoxo significativo. Atualmente, dados revelam que mais de 60% do tempo online dos indivíduos é gasto na internet aberta – ou seja, em portais de notícias, blogs especializados, e-commerce e aplicativos independentes –, enquanto quase 80% da verba publicitária digital ainda se direciona para os ambientes fechados.

Essa dicotomia se aprofunda quando analisamos a natureza da navegação. Diferente do consumo muitas vezes passivo e disperso nas mídias sociais, a interação com a internet aberta tende a ser mais deliberada e intencional. É nesse espaço que o público pesquisa, compara produtos, busca por avaliações, aprofunda-se em categorias de interesse e, crucialmente, constrói sua percepção sobre marcas e soluções. Simultaneamente, a ascensão da Inteligência Artificial generativa, longe de simplificar a jornada, adiciona camadas de complexidade, introduzindo novos pontos de contato e aumentando o volume de informações acessíveis ao consumidor. Neste cenário, a habilidade de construir familiaridade e relevância em múltiplas touchpoints se torna mais valorosa do que a disputa pelo último clique.

Ponto-chave

A internet aberta não é apenas um canal complementar, mas um epicentro estratégico onde a demanda é cultivada e a decisão de compra é moldada por meio de conteúdo e contexto relevantes, muito antes da fase de conversão final.

Por que isso importa

Essa mudança de paradigma carrega implicações profundas para o mercado e para as estratégias de marketing. Ignorar a internet aberta significa desprezar o espaço onde a maior parte da formação de opinião e da pesquisa ativa ocorre. Para as empresas, isso representa um risco de desengajamento com um público altamente qualificado nas fases iniciais e intermediárias da jornada. Por outro lado, há uma enorme oportunidade em refinar a segmentação contextual, permitindo que as marcas alcancem os consumidores em momentos de maior atenção e receptividade, transformando a descoberta em consideração e, eventualmente, em preferência.

Entender essa dinâmica é fundamental para qualquer estratégia focada em transformação digital e competitividade. Em um ambiente onde o consumidor está mais informado e exigente, conectar-se por meio de conteúdo relevante e em contextos apropriados na open web é crucial. Isso não só reforça a mensagem da marca, mas também estabelece uma relação de confiança e autoridade. A prioridade muda de uma busca frenética pelo clique final para uma construção estratégica de relacionamento que acompanha o consumidor em cada etapa da sua jornada, desde a inspiração inicial até a decisão final de compra.

Impactos práticos

Para empresas

Empresas precisam reequilibrar seus investimentos em publicidade digital, direcionando mais recursos para a internet aberta. Isso envolve desenvolver estratégias de conteúdo e mídia contextual que se alinhem com os momentos de pesquisa e descoberta do consumidor, buscando construir familiaridade e credibilidade a longo prazo. A métrica de ‘assisted orders’ deve ganhar mais destaque em detrimento do last-click.

Para consumidores

Os consumidores podem esperar uma experiência de navegação e pesquisa mais relevante e menos intrusiva, com anúncios que complementam o conteúdo que estão consumindo. Isso significa encontrar informações e produtos de interesse de forma mais orgânica e útil, aumentando a confiança nas marcas que demonstram entender suas necessidades nas etapas iniciais da jornada.

Para o mercado

O mercado de publicidade digital poderá testemunhar uma recalibragem significativa, com uma valorização crescente de plataformas e tecnologias que permitem a veiculação de mídia contextual na internet aberta. Isso pode impulsionar inovações em medição de atribuição que vão além do modelo ‘last-click’, incentivando a competição e a criação de soluções mais eficazes para o engajamento do consumidor em todas as fases da jornada.

O cenário daqui para frente

O panorama à frente sugere uma contínua valorização da internet aberta como um vetor essencial na estratégia de marketing. Observaremos um movimento gradual, mas consistente, de anunciantes buscando uma alocação de orçamentos mais equilibrada, reconhecendo que a criação e nutrição da demanda são tão críticas quanto a sua captura imediata. As inovações em Inteligência Artificial, por exemplo, devem aprimorar ainda mais a capacidade de personalizar experiências e conteúdos na open web, tornando as interações ainda mais relevantes e contextuais.

Essa trajetória futura está intrinsecamente ligada à evolução do comportamento de consumo, que se torna cada vez mais não linear e multifacetado. As empresas que souberem integrar a internet aberta em suas estratégias de transformação digital, priorizando a construção de marca e a educação do consumidor, estarão à frente na corrida pela competitividade. A inovação não estará apenas na ferramenta, mas na inteligência de como e onde engajar, solidificando a presença de marcas em ambientes onde o consumidor busca ativamente conhecimento e inspiração para suas decisões.

O que observar agora

  • A crescente adoção de ferramentas de atribuição de marketing que consideram múltiplos pontos de contato, e não apenas o último clique.
  • Movimentações de grandes marcas que começam a diversificar significativamente seus orçamentos de mídia, migrando parte dos ‘walled gardens’ para a internet aberta.
  • A evolução das tecnologias de segmentação contextual e publicidade programática, que se tornam mais sofisticadas e eficazes na open web.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre internet aberta e plataformas fechadas?

A internet aberta refere-se a sites, blogs, portais e aplicativos independentes. Plataformas fechadas (walled gardens) são ecossistemas controlados por grandes empresas, como redes sociais e mecanismos de busca, onde a interação e a publicidade são mais restritas ao seu ambiente.

Por que a internet aberta é relevante para a jornada de compra hoje?

A internet aberta é crucial porque é onde os consumidores dedicam a maior parte do seu tempo para pesquisa, comparação e formação de opinião, principalmente nas fases de descoberta e consideração, impactando decisões antes mesmo da intenção de compra direta.

Como as empresas podem otimizar seus investimentos na internet aberta?

As empresas devem focar em estratégias de conteúdo de valor e publicidade contextual, alinhando suas mensagens aos interesses e ao momento do consumidor. É essencial também adotar métricas de atribuição que reconheçam a influência da internet aberta na construção de demanda e não apenas na conversão direta.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.

Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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