?>

O que você quer solucionar hoje?

Pesquise inteligência de tráfego, automações B2B ou auditoria de dados no nosso acervo.

Propósito e Lucro: O Equilíbrio Crucial para Negócios de Impacto, Segundo CEOs da Dengo e Conta Black

Propósito e Lucro: O Equilíbrio Crucial para Negócios de Impacto, Segundo CEOs da Dengo e Conta Black


Em um cenário onde negócios de impacto buscam escalar sua atuação, Cíntia Moreira, CEO da Dengo Chocolates, e Fernanda Ribeiro, CEO da Conta Black, destacam um dilema fundamental: a necessidade de conciliar a missão social ou ambiental com a indispensável sustentabilidade financeira. Ambas as líderes compartilharam suas estratégias para preservar o propósito de suas empresas enquanto enfrentam pressões de mercado e a busca por rentabilidade, mostrando que, para prosperar, a conta precisa, invariavelmente, fechar.

Atualizado em 2024-05-15 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • Empresas de impacto enfrentam a tensão inerente entre manter sua missão social ou ambiental e a premente necessidade de gerar lucro e escalar.
  • Líderes da Dengo Chocolates e Conta Black demonstraram que o propósito deve ser integrado à estratégia de negócio, não ser um obstáculo à sustentabilidade financeira.
  • O futuro exige que negócios de impacto desenvolvam modelos de gestão que unam eficiência operacional com a preservação de seus valores essenciais para garantir longevidade.

O que aconteceu

Cíntia, da Dengo, e Fernanda, da Conta Black (Crédito: Divulgação)

Cíntia Moreira, CEO da Dengo Chocolates, e Fernanda Ribeiro, CEO da Conta Black (Crédito: Divulgação)

No universo dos negócios de impacto, a ambição de crescer é tão vital quanto a de cumprir uma missão social ou ambiental. Empresas que se propõem a fazer a diferença no mundo precisam, paradoxalmente, operar com a mesma lógica de mercado de qualquer outra: vender mais, expandir, atrair capital, otimizar margens e competir de forma eficaz. No entanto, o modo como esses resultados são atingidos e a preservação de valores fundamentais é o que realmente diferencia esses empreendimentos.

Cíntia Moreira, que assumiu a liderança da Dengo Chocolates em 2025 após três décadas de experiência no varejo, exemplifica essa complexa equação. A Dengo nasceu com o propósito explícito de valorizar o cacau nacional e construir uma cadeia produtiva mais justa e sustentável. Recentemente, a dramática elevação no preço do cacau impôs uma prova de fogo a essa proposta, ameaçando diretamente os custos e as margens da empresa. Diante disso, Cíntia liderou a busca por eficiência em diversas áreas da operação, garantindo que os pilares da Dengo – a origem do cacau, a qualidade dos ingredientes e a essência do processo de fabricação do chocolate – permanecessem intocados. Sua filosofia para a equipe e o conselho foi clara: “Propósito sem resultado não se sustenta, e resultado sem propósito não nos representa”, um mantra que sintetiza a necessidade de aliar impacto à viabilidade econômica. Inclusive, na expansão via franquias, a Dengo já recusou potenciais parceiros com notável capacidade financeira e experiência, mas que não se alinhavam à cultura da marca, priorizando a integridade da operação sobre um crescimento acelerado que poderia descaracterizar o negócio.

Similarmente, a Conta Black, sob a liderança de Fernanda Ribeiro, enfrentou desafios análogos no que tange à origem do capital. Em um momento crucial de busca por recursos para financiar sua expansão, a fintech decidiu declinar uma proposta de investimento que, embora financeiramente atrativa, parecia carregar um custo cultural e estratégico elevado a longo prazo. Conforme relatou Fernanda, a intuição indicava que “aquele dinheiro nos custaria caro no longo prazo”, referindo-se a possíveis compromissos com decisões futuras. A empresa também se afastou de uma parceria promissora por perceber um desalinhamento cultural. Tais decisões, contudo, não demonizam o capital; para Fernanda, a solidez financeira é a base para que a missão da Conta Black possa ser concretizada. A CEO, com a experiência do empreendedorismo, adverte contra a romantização dos negócios de impacto: “No final do dia, a conta precisa fechar”, uma máxima que ressoa a urgência da pragmatismo financeiro.

Ponto-chave

A verdadeira resiliência de um negócio de impacto reside na sua capacidade de transformar a força do propósito em uma vantagem competitiva e em resultados financeiros sustentáveis, garantindo não apenas a sua sobrevivência, mas também a sua ampliação e o impacto desejado.

Por que isso importa

A discussão trazida pelos CEOs da Dengo e da Conta Black é de suma importância para o ecossistema empresarial contemporâneo, pois ilumina a complexidade de operar negócios que nascem com uma vocação para o impacto social e ambiental, mas que precisam, inescapavelmente, gerar valor econômico. Ignorar a dimensão financeira é condenar a própria missão à inviabilidade. Assim, a narrativa dessas líderes transcende a anedota individual, tornando-se um estudo de caso valioso sobre como a inovação em modelos de negócio e a gestão estratégica devem caminhar de mãos dadas com a ética e a responsabilidade. As consequências práticas dessas escolhas são vastas, moldando desde a reputação da marca até a sua capacidade de escalar e atingir um público mais amplo.

Para o leitor, compreender esse equilíbrio é crucial para entender as tendências de mercado, a evolução do comportamento de consumo e a própria transformação digital, onde a autenticidade e o propósito se tornam diferenciais competitivos. Empresas que conseguem alinhar sua essência com um desempenho financeiro robusto são as que estarão mais bem-posicionadas para navegar em um ambiente de negócios cada vez mais exigente e consciente. Este alinhamento impacta diretamente a competitividade, as estratégias de marketing e a capacidade de atrair e reter talentos que buscam mais do que apenas um salário: querem fazer parte de algo maior e significativo.

Impactos práticos

Para empresas

As empresas são impelidas a desenvolver uma governança corporativa que integre métricas ESG (Ambiental, Social e Governança) com os indicadores financeiros tradicionais. Isso implica reavaliar critérios para parcerias e rodadas de investimento, buscando alinhamento cultural e de longo prazo, além de explorar novas formas de eficiência que preservem os pilares do propósito. A gestão de risco também se expande para incluir a manutenção da autenticidade da marca.

Para consumidores

O público final se beneficia de uma oferta de produtos e serviços de marcas que demonstram compromisso genuíno com causas sociais ou ambientais. Isso pode se traduzir em maior confiança na procedência, qualidade e impacto ético do que consomem. Ao mesmo tempo, a pressão por rentabilidade pode gerar um ajuste nos preços, exigindo um balanceamento entre valor percebido e capacidade de compra, moldando, assim, o comportamento de consumo consciente.

Para o mercado

O mercado testemunha um avanço na exigência de transparência e autenticidade das marcas. Isso estimula a inovação em modelos de negócio que conseguem ser rentáveis sem abrir mão da sustentabilidade e do impacto. O setor financeiro, por sua vez, é desafiado a criar instrumentos de investimento que compreendam e valorizem o retorno financeiro em conjunto com o retorno social/ambiental, gerando um novo padrão competitivo e estratégico.

O cenário daqui para frente

Nos próximos meses e anos, a tendência é que a discussão sobre o equilíbrio entre propósito e lucro se intensifique, consolidando-se como um pilar estratégico incontornável para qualquer organização que aspire à longevidade. Empresas que conseguirem demonstrar de forma clara e mensurável como seu propósito gera valor financeiro, e não apenas custos, ganharão destaque. Haverá uma valorização crescente daquelas que conseguem escalar suas operações sem diluir seus valores fundamentais, atraindo investidores e consumidores cada vez mais alinhados com essa visão integrada.

Faremos conexões inteligentes entre a autenticidade de um negócio de impacto e sua capacidade de influenciar o comportamento de mercado. A transformação digital continuará a fornecer ferramentas para otimizar processos e medir o impacto de forma mais precisa, permitindo que as empresas maximizem tanto seu retorno social quanto financeiro. A inovação não será apenas tecnológica, mas também nos modelos de gestão e na criação de culturas organizacionais que realmente respirem o propósito, tornando-o um motor de competitividade e um diferencial estratégico nas escolhas de consumo e de investimento.

O que observar agora

  • A crescente demanda por relatórios de impacto integrados, que apresentem de forma coesa tanto os resultados financeiros quanto os sociais e ambientais das empresas.
  • A movimentação de grandes corporações e fundos de investimento em busca de parcerias com negócios de impacto que demonstrem clara viabilidade econômica e alinhamento de valores.
  • O fortalecimento da tendência de consumo consciente, onde a narrativa e a autenticidade do propósito de uma marca se tornam decisivas na escolha dos consumidores.

Perguntas frequentes

O que são negócios de impacto e qual seu principal desafio?

Negócios de impacto são empresas que buscam resolver problemas sociais ou ambientais de forma intencional e mensurável, operando no mercado. Seu principal desafio é equilibrar a missão com a necessidade de sustentabilidade financeira e lucratividade para garantir sua continuidade e escala.

Como Dengo e Conta Black equilibraram propósito e lucro?

Ambas as empresas priorizaram o alinhamento de valores e a cultura organizacional em decisões estratégicas, como expansão e captação de recursos, mesmo que isso significasse recusar oportunidades de crescimento rápido ou investimentos desalinhados, focando na integridade do propósito a longo prazo.

O propósito é um custo ou um diferencial competitivo?

O propósito, quando genuinamente integrado à estratégia e às operações de uma empresa, atua como um poderoso diferencial competitivo. Ele impulsiona a inovação, atrai talentos, fideliza clientes e constrói valor de marca, tornando-se um motor de rentabilidade, e não apenas um custo.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.

Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima