Publicidade de Dia dos Pais: Investimento em TV Aberta Despenca 40% com Claro, TIM e Dolly na Liderança
O Dia dos Pais de 2026 registrou uma notável retração nos investimentos publicitários em TV linear. Um recente levantamento da Tunad revelou que o montante aplicado em campanhas veiculadas entre 26 de julho e 5 de agosto alcançou R$ 23,2 milhões, marcando uma queda de 40% em comparação com o ano anterior e o menor volume dos últimos quatro anos. Nesse cenário de contenção, Claro, TIM e Dolly emergiram como os principais anunciantes, concentrando mais da metade das mensagens, o que reflete uma estratégia de marketing mais focada em meio a um ambiente de mídia em constante transformação.
Atualizado em 15 de agosto de 2026 • Leitura estimada: 6 minutos
Resumo rápido
- O investimento em publicidade de Dia dos Pais na TV Aberta em 2026 caiu 40% em relação ao ano anterior, atingindo o menor patamar dos últimos quatro anos.
- A retração sinaliza uma possível cautela econômica e uma clara concentração de verbas em poucas grandes marcas, com Claro, TIM e Dolly dominando mais de 54% das mensagens veiculadas.
- Empresas devem reavaliar a eficácia da TV tradicional, buscando canais mais segmentados, enquanto as marcas líderes podem consolidar sua presença com estratégias mais assertivas e eficientes.
O que aconteceu
Entre os dias 26 de julho e 5 de agosto de 2026, o cenário publicitário na televisão linear para as campanhas de Dia dos Pais revelou uma diminuição expressiva. De acordo com os dados monitorados pela Tunad, o total investido em mídia para as celebrações da data comemorativa somou R$ 23,2 milhões. Esse valor representa uma queda substancial de 40% em comparação com o ano de 2025, estabelecendo o menor volume de investimento para o Dia dos Pais registrado nos últimos quatro anos.

Claro liderou o ranking da Tunad das marcas que mais investiram na veiculação de comerciais de Dia dos Pais na TV Aberta (Crédito: Reprodução)
Um dos aspectos mais marcantes desse levantamento é a acentuada concentração dos esforços publicitários. Apenas três grandes anunciantes – Claro, TIM e Dolly – foram responsáveis por expressivos 54,6% de todas as mensagens veiculadas na TV durante o período avaliado. A operadora Claro liderou o ranking de investimentos, destinando R$ 6,28 milhões à publicidade televisiva. Em seguida, a TIM investiu R$ 3,2 milhões, e a Dolly aplicou R$ 3,18 milhões. Completando a lista dos dez maiores anunciantes, estavam Mercado Livre, Tele Sena, Viva Sorte, Hering, Casas Bahia, HiperXCap e Lojas CEM. Esse panorama reflete uma tendência de otimização de recursos e um foco em poucos, mas impactantes, players em datas comerciais cruciais.

Campanhas de Dia dos Pais: marcas e memórias
Ponto-chave
A retração nos investimentos publicitários de Dia dos Pais na TV aberta, aliada à concentração de verbas em poucos gigantes, sinaliza uma reconfiguração estratégica das marcas, que priorizam a eficiência e o impacto em um cenário de pulverização de mídias e otimização de orçamentos.
Por que isso importa
A queda acentuada nos investimentos em publicidade na TV para o Dia dos Pais não é um fato isolado, mas um sintoma de transformações mais amplas no mercado. Ela reflete os desafios enfrentados pela televisão aberta em manter seu status como a plataforma publicitária primordial em um ecossistema de mídia cada vez mais fragmentado. Essa mudança impacta diretamente as agências e emissoras, que precisam inovar para atrair verbas, ao mesmo tempo em que abre oportunidades para canais digitais e estratégias integradas que prometem maior segmentação e mensuração de resultados.
Para o leitor, este cenário é crucial para compreender as dinâmicas do marketing moderno e a evolução do comportamento do consumidor. A decisão das marcas de concentrar seus investimentos e, em geral, reduzir o volume na TV, indica uma busca por maior retorno sobre investimento (ROI) e uma adaptação à transformação digital. Isso se conecta diretamente com temas como competitividade (como as grandes marcas se mantêm visíveis), inovação em marketing (adaptação a novos canais e formatos) e a gestão estratégica de orçamentos em um ambiente de mídia complexo e dinâmico.
Impactos práticos
Para empresas
Empresas menores e médias podem encontrar dificuldades ainda maiores em competir por visibilidade na TV aberta, necessitando redirecionar suas estratégias para nichos digitais, marketing de conteúdo e de influência. Para as grandes corporações, a situação exige uma reavaliação constante das estratégias, focando em menos canais com maior intensidade e buscando métricas de ROI cada vez mais precisas para justificar os investimentos.
Para consumidores
O público final poderá notar uma diminuição no volume de anúncios genéricos na televisão, o que pode levar a uma experiência menos saturada. Em contrapartida, é provável que haja um aumento na exposição a campanhas mais direcionadas e personalizadas em outras plataformas, como redes sociais e streaming, que buscam engajar de forma mais ativa e segmentada.
Para o mercado
Essa concentração de investimentos amplifica o poder de compra de mídia nas mãos de poucos players, criando um cenário mais competitivo para o restante do mercado. As emissoras de TV ficam sob crescente pressão para inovar em seus modelos de publicidade e medição de audiência, enquanto a relevância de plataformas digitais para datas comemorativas se consolida, impulsionando a demanda por soluções de marketing digital mais sofisticadas.
O cenário daqui para frente
A tendência de buscar maior eficiência e mensurabilidade nos investimentos publicitários deve se aprofundar. É provável que as marcas continuem a priorizar canais que ofereçam dados mais detalhados sobre o comportamento do consumidor, como publicidade programática, marketing de influenciadores e criação de conteúdo próprio. A televisão aberta, por sua vez, pode precisar se reinventar com modelos híbridos, integrando-se mais com o ambiente digital para manter sua relevância e atrair novas verbas.
Essas movimentações estão intrinsecamente ligadas ao comportamento de mercado, que vê consumidores cada vez mais pulverizados em seus hábitos de mídia. A necessidade de estratégias omnichannel, que integrem diferentes pontos de contato com o cliente, será fundamental. A inovação em formatos de storytelling e a personalização da mensagem continuarão sendo pilares para as estratégias empresariais que buscam impactar e engajar em um ambiente de concorrência acirrada e atenção limitada.
O que observar agora
- Monitorar os investimentos publicitários em outras datas comemorativas importantes, como Natal e Dia das Mães, para verificar se a tendência de queda na TV aberta se mantém ou se intensifica.
- Acompanhar de perto as estratégias de marketing digital e de conteúdo de marcas menores e médias, que precisarão compensar a menor visibilidade na TV com inovação em plataformas como streaming e redes sociais.
- Observar o aumento da busca por dados de primeira parte (first-party data) e a adoção de soluções de publicidade baseada em dados para otimizar o retorno sobre o investimento e a personalização da mensagem.
Perguntas frequentes
Qual foi o investimento total em publicidade de Dia dos Pais na TV em 2026?
O investimento total em campanhas de Dia dos Pais na TV linear em 2026 foi de R$ 23,2 milhões, conforme monitoramento da Tunad entre 26 de julho e 5 de agosto.
Quais marcas lideraram as campanhas de Dia dos Pais na TV?
Claro, TIM e Dolly foram as marcas que mais investiram e dominaram as campanhas de Dia dos Pais na TV, sendo responsáveis por mais de 54% das mensagens publicitárias veiculadas no período analisado.
O que a queda no investimento em TV Aberta indica para o futuro do marketing?
A significativa queda no investimento em TV Aberta sugere uma mudança estratégica no marketing, onde as marcas buscam maior eficiência, mensurabilidade e segmentação, provavelmente redirecionando verbas para canais digitais e estratégias baseadas em dados para otimizar o ROI.


