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Revolução da Estratégia: Como a IA Redefine a Comunicação e o Valor das Marcas

A Revolução da Estratégia: Como a IA Redefine a Comunicação e o Valor das Marcas


Gabriela Soares, renomada estrategista do mercado publicitário, assume a Chief Strategy Officer (CSO) da BETC Havas em um momento crucial de transformação digital e avanço da inteligência artificial. A mudança, formalizada recentemente, marca um novo capítulo para a agência, com foco na integração da IA nas estratégias de comunicação e na redefinição do 'account planning' para além da interação humana, impactando diretamente o posicionamento das marcas no cenário global e nacional.

Atualizado em 24 de julho de 2024 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • Gabriela Soares, com vasta experiência em planejamento, assume como CSO da BETC Havas, liderando a estratégia da agência em uma era impulsionada pela IA.
  • A chegada da inteligência artificial está redefinindo a comunicação, exigindo que marcas pensem em como interagir não só com humanos, mas também com algoritmos e Large Language Models (LLMs).
  • Empresas devem se preparar para ajustar suas estratégias de marketing em tempo real e focar na construção de desejo para se destacar em um mercado cada vez mais indiferente.

O que aconteceu

Gabriela Soares, uma das mais respeitadas profissionais de estratégia do Brasil, assumiu recentemente a posição de Chief Strategy Officer (CSO) na BETC Havas. Sua trajetória de mais de três décadas no setor publicitário, que inclui passagens notáveis pela Talent, Ogilvy e MullenLowe, a credencia como uma líder visionária. Oriunda de Ribeirão Preto e formada em propaganda e marketing pela ESPM, Gabriela iniciou sua carreira nos anos 90, em um período onde o planejamento, então conhecido como pesquisa, dava seus primeiros passos no país. Sua nomeação para a BETC Havas ocorre em um momento de expansão e profunda transformação da agência, alinhada à visão global “Growth, Powered by Desire”.

A vasta experiência de Gabriela Soares a posiciona como uma observadora privilegiada da evolução da estratégia. Ela descreve sua jornada como testemunha de três grandes ondas de transformação. A primeira, da pesquisa pura para o 'account planning', focando não apenas no consumidor, mas também no negócio do cliente. A segunda onda foi impulsionada pelo advento do digital, que forçou os departamentos de planejamento a pensar em estratégias integradas para múltiplos canais, abandonando a visão de consumo de massa. Atualmente, a executiva aponta para uma terceira e empolgante onda: a consolidação do digital e a ascensão da inteligência artificial, que desafiam os estrategistas a desenvolver comunicação não apenas para seres humanos, mas também para algoritmos e modelos de linguagem, influenciando diretamente a presença e o impacto das marcas neste novo ambiente.

Ponto-chave

A comunicação do futuro não se restringe à interação humana; estrategistas devem, cada vez mais, dominar a arte de criar desejo e relevância para as marcas em um ecossistema moldado pela inteligência artificial e pela incerteza.

Por que isso importa

A visão de Gabriela Soares sobre a 'inteligência antecipatória' no contexto da estratégia é vital. Em um cenário de incertezas econômicas e tecnológicas, como eleições globais e rápidas mudanças de comportamento do consumidor, a capacidade de prever e adaptar planos em tempo real se torna a espinha dorsal para a sobrevivência e o crescimento das marcas. Longe dos antigos ciclos anuais de planejamento, a realidade atual exige uma pilotagem contínua da estratégia, com ajustes quase instantâneos diante de qualquer nova variável de mercado. Essa agilidade é fundamental para manter a competitividade e garantir o retorno sobre o investimento em comunicação.

Para o leitor, compreender essa dinâmica é entender que a forma como as marcas se conectam com seu público está em constante mutação. A ascensão da inteligência artificial não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas um novo campo de batalha onde as marcas precisam aprender a se posicionar para serem encontradas e desejadas. Isso impacta diretamente o comportamento de consumo, a forma como as empresas investem em inovação e marketing, e a própria lógica da transformação digital, que agora deve considerar a interface homem-máquina e máquina-máquina na construção de valor e engajamento. A estratégia deixou de ser um plano estático para se tornar um processo dinâmico de navegação em um mar de dados e mudanças.

Gabriela Soares, CSO BETC Havas (Crédito: Divulgação)

Gabriela Soares, CSO BETC Havas (Crédito: Divulgação)

Impactos práticos

Para empresas

Empresas precisam revisar seus modelos de planejamento estratégico, adotando uma postura ágil e focada na 'inteligência antecipatória'. É imperativo investir em profissionais com uma sólida visão de negócios e que compreendam como a IA pode ser integrada em todas as etapas da comunicação. A construção de 'desejo' pela marca, mesmo em um ambiente dominado pela indiferença, torna-se um diferencial competitivo crucial para gerar retorno financeiro e valor intangível.

Para consumidores

O público final pode esperar experiências de marca mais personalizadas e contextualizadas, impulsionadas pela IA. Contudo, o desafio da 'zona de indiferença' destacada pela pesquisa da Havas, onde 84% das marcas não fariam falta se sumissem, significa que os consumidores serão cada vez mais seletivos. A autenticidade, a relevância e a capacidade da marca de gerar um desejo genuíno serão determinantes para capturar e reter a atenção em meio ao ruído digital.

Para o mercado

O mercado de comunicação e marketing passará por uma reconfiguração. Haverá um aumento na demanda por especialistas em dados, IA e estratégias integradas. A capacidade de mensurar o impacto da comunicação em novos ambientes (como LLMs) e de adaptar-se rapidamente a mudanças regulatórias ou tecnológicas será um divisor de águas. Agências que conseguirem unir uma profunda compreensão de negócios à inovação tecnológica estarão à frente, fomentando um ambiente mais competitivo e dinâmico.

O cenário daqui para frente

O futuro da estratégia de comunicação será cada vez mais integrado e dinâmico. A BETC Havas, sob a liderança de Camila Nakagawa e agora com Gabriela Soares como CSO, está empenhada em fortalecer a integração entre diversas áreas, como dados e mídia, para oferecer serviços mais completos e eficazes aos clientes. A metodologia “Growth Powered by Desire” se consolidará como um pilar, enfatizando que o crescimento de negócios está intrinsecamente ligado à capacidade de uma marca inspirar desejo, algo especialmente relevante para o consumidor brasileiro.

A introdução de novos produtos e a redefinição da mídia sob a ótica da inteligência artificial serão constantes. Estrategistas precisarão ter uma ampla visão de negócios, compreendendo que o valor das empresas reside cada vez mais em seus ativos intangíveis – as marcas. A curiosidade e a busca contínua por conhecimento sobre as rápidas mudanças do mercado serão habilidades indispensáveis para planejar e ajustar estratégias em um ambiente de incerteza perpétua, garantindo que as marcas não apenas sobrevivam, mas prosperem e se tornem verdadeiramente desejadas.

O que observar agora

  • Adoção de ferramentas de IA generativa por agências e marcas para criação de conteúdo e otimização de campanhas.
  • Novas métricas e abordagens para medir o desempenho de marcas em ambientes de IA, como a visibilidade em Large Language Models (LLMs) e motores de busca conversacionais.
  • O desenvolvimento de talentos e a formação de profissionais com expertise híbrida em negócios, comunicação e tecnologia para atuar na vanguarda da estratégia.

Perguntas frequentes

Qual o maior desafio para estrategistas atualmente?

O maior desafio é a 'inteligência antecipatória': conseguir prever e ajustar estratégias em tempo real diante de incertezas tecnológicas, econômicas e de comportamento do consumidor, além de pensar a comunicação para além dos humanos, incluindo a IA.

Como a inteligência artificial impacta a comunicação das marcas?

A IA transforma a comunicação ao exigir que as marcas pensem em como aparecer e interagir em ambientes digitais controlados por algoritmos e Large Language Models (LLMs), redefinindo o alcance e a relevância da mensagem.

Quais habilidades são essenciais para um estrategista na era digital?

São cruciais a visão aprofundada de negócios, a curiosidade inata, a capacidade de adaptação contínua às mudanças tecnológicas e de mercado, e o espírito colaborativo para integrar diversas especialidades.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.


Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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