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Ted Lasso: A Revolução do Branded Content que Conquistou a Cultura Pop Global

Ted Lasso: A Revolução do Branded Content que Conquistou a Cultura Pop Global


Um personagem carismático, nascido de uma campanha publicitária para a transmissão da Premier League nos Estados Unidos em 2013, transformou-se em um fenômeno global na Apple TV+. Ted Lasso, interpretado por Jason Sudeikis, exemplifica como a criação de conteúdo de marca pode transcender os objetivos comerciais iniciais, gerando uma propriedade intelectual valiosa e consolidando-se profundamente na cultura pop.

Atualizado em 27/05/2024 • Leitura estimada: 7 minutos

Resumo rápido

  • O personagem Ted Lasso, originalmente criado para uma campanha publicitária de 2013 da NBCUniversal, evoluiu para uma aclamada série da Apple TV+.
  • O caso demonstra o poder do branded content em gerar propriedades intelectuais duradouras que vão além da publicidade tradicional, impactando o entretenimento e a cultura.
  • A trajetória de Ted Lasso aponta para um futuro onde as marcas investem em narrativas profundas e personagens autênticos para estabelecer conexões culturais significativas.

O que aconteceu

A premissa é conhecida por muitos fãs: um otimista técnico de futebol americano é contratado para treinar um time de futebol, ou “soccer”, na Inglaterra. No entanto, essa ideia não nasceu inicialmente para uma série de TV. Em 2013, ela foi o cerne de uma campanha publicitária desenvolvida pela The Brooklin Brothers (TBB) para o grupo NBCUniversal, que estava prestes a iniciar a transmissão dos jogos da Premier League nos Estados Unidos. O objetivo era apresentar o futebol inglês a um público norte-americano que, na época, tinha pouca familiaridade e conexão emocional com o esporte, diferentemente do forte apego à NFL ou NBA.

Para superar essa barreira cultural, a estratégia foi criar um personagem que personificasse a ingenuidade americana em relação ao futebol europeu, mas com uma dose de simpatia e bom humor. Ted Lasso, interpretado por Jason Sudeikis, ganhou vida como um treinador afável e um tanto quanto ingênuo, cujos esquetes publicitários se tornaram um sucesso instantâneo. A recepção calorosa do público fez com que a NBC repetisse a fórmula, inclusive transformando Lasso em comentarista esportivo. Anos mais tarde, Sudeikis, influenciado pelas crescentes tensões políticas e a polarização nos EUA, viu a oportunidade de revisitar e aprofundar o personagem, que inicialmente tinha um tom mais confrontador, transformando-o em um farol de otimismo e empatia para a série da Apple TV+, cocriada com Bill Lawrence, Brendan Hunt e Joe Kelly. A produção expandiu a narrativa para explorar temas relevantes como masculinidade, vulnerabilidade e saúde mental, ressoando globalmente.

Ted Lasso nasceu de uma campanha publicitária para o grupo NBCUniversal (Crédito: reproducao-youtube )

Ted Lasso nasceu de uma campanha publicitária para o grupo NBCUniversal (Crédito: Reprodução/YouTube )

Ponto-chave

O sucesso de Ted Lasso reafirma que a criação de personagens autênticos e narrativas que ecoam valores humanos profundos possui a capacidade de transcender os objetivos comerciais iniciais, transformando-se em um legado cultural duradouro.

Por que isso importa

A jornada de Ted Lasso é um divisor de águas no universo do marketing e do entretenimento. Ela demonstra que um personagem concebido para um propósito publicitário pode, com a estratégia e a narrativa certas, evoluir para uma propriedade intelectual de valor inestimável, capaz de gerar engajamento cultural profundo e a longo prazo. Este caso ressalta a capacidade de histórias bem contadas de transcender as fronteiras da publicidade tradicional, desafiando a efemeridade das campanhas e provando que o investimento em conteúdo de qualidade pode render dividendos culturais e comerciais muito maiores do que o esperado.

Para o leitor, isso importa porque sinaliza uma transformação no modo como as marcas interagem com seus públicos. Não se trata mais apenas de vender um produto, mas de contribuir para a cultura, criar personagens com os quais as pessoas se identifiquem e oferecer valor de entretenimento genuíno. Ted Lasso conecta-se diretamente com as tendências de transformação digital, a busca por inovação no marketing e a necessidade de estratégias de gestão que valorizem a autenticidade e a ressonância emocional. É um exemplo claro de como a empatia e a positividade podem se tornar um diferencial competitivo num cenário cada vez mais complexo e cínico.

Impactos práticos

Para empresas

Incentiva um olhar estratégico para o branded content, sugerindo que as empresas podem e devem investir na criação de propriedades intelectuais (IPs) duradouras, em vez de focar apenas em campanhas de curta duração. A profundidade dos personagens e a autenticidade das narrativas se tornam cruciais para gerar conexão e valor cultural que beneficiam a marca a longo prazo.

Para consumidores

Aumenta a oferta de conteúdo que, embora tenha uma origem publicitária, entrega valor de entretenimento genuíno. Isso se traduz em histórias e personagens mais ricos, com os quais o público pode se identificar e que abordam temas sociais e emocionais relevantes, como vulnerabilidade e saúde mental, de uma forma que transcende a mera promoção de produtos.

Para o mercado

Redefine as fronteiras entre publicidade e entretenimento, impulsionando a evolução do branded entertainment. Isso pode levar a um aumento significativo no investimento em conteúdo de marca de alta qualidade e à formação de novas parcerias estratégicas entre agências, produtoras e plataformas de streaming, remodelando as dinâmicas competitivas do setor de mídia e marketing.

O cenário daqui para frente

A tendência é que mais marcas busquem inspiração em casos como Ted Lasso, investindo em estratégias de conteúdo que desenvolvam personagens e mundos narrativos completos, em vez de se limitar a anúncios pontuais. Veremos uma crescente fusão entre a indústria da publicidade e a do entretenimento, com a formação de novas parcerias e o surgimento de talentos criativos que transitam entre esses dois universos.

As empresas se esforçarão para que suas histórias e personagens não apenas vendam, mas também contribuam positivamente para a cultura, estabelecendo conexões inteligentes com o comportamento de mercado, a transformação digital, a inovação e as estratégias empresariais. A autenticidade, a profundidade emocional e a relevância social se tornarão pilares para a construção de marcas duradouras na era do conteúdo.

O que observar agora

  • O crescente investimento de grandes marcas em produções de formato longo e narrativas complexas que buscam engajar audiências além dos comerciais tradicionais.
  • A busca ativa por talentos criativos do cinema e da televisão para desenvolver projetos de branded content, e a formação de estúdios internos de conteúdo por grandes corporações.
  • A valorização da “propriedade intelectual da marca” (brand IP) como um ativo estratégico, levando à criação de universos narrativos que podem se desdobrar em diferentes mídias e formatos.

Perguntas frequentes

Como Ted Lasso teve origem?

Ted Lasso surgiu como o personagem principal em uma campanha publicitária de 2013 da NBCUniversal, criada pela The Brooklin Brothers, com o objetivo de promover a transmissão da Premier League de futebol nos Estados Unidos.

Qual o impacto mais significativo de Ted Lasso no marketing?

O caso Ted Lasso demonstrou de forma contundente o potencial do branded entertainment para criar uma propriedade intelectual que transcende a publicidade, gerando valor cultural e um engajamento profundo e duradouro com o público global, redefinindo o relacionamento entre marcas e consumidores.

Marcas podem replicar o sucesso de Ted Lasso?

Sim, mas ao invés de tentar “fabricar” um novo Lasso, as marcas devem focar na criação de narrativas autênticas e personagens com profundidade, que se conectem genuinamente com os valores e emoções do público, explorando temas relevantes e desenvolvendo uma propriedade intelectual com vida própria, em vez de apenas promover produtos de forma direta.

Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.




Fonte: Meio e Mensagem – Marketing, Mídia e Comunicação

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