Calçados Veja: R$1,7 Bilhão e Expansão Global com Estratégia Anticonvencional sem Publicidade
A marca franco-brasileira de calçados Veja, conhecida por sua abordagem sustentável e por uma estratégia de comunicação que dispensa a publicidade tradicional, alcançou um faturamento de R$ 1,7 bilhão em 2024. Presente em mais de 100 países e com fabricação ancorada no Brasil, a empresa se prepara para inaugurar sua segunda loja física em território nacional, no MorumbiShopping, em São Paulo. Seu notável crescimento global é impulsionado por um modelo de negócios que prioriza o investimento no desenvolvimento de produtos éticos e esteticamente atraentes, desafiando as convenções do mercado.
O que aconteceu
A Veja, fundada em 2004 por Sébastien Kopp e François-Ghislain Morillion, consolidou-se como um player relevante no cenário global de calçados. Com uma operação que se estende por mais de uma centena de países, a marca registrou um faturamento expressivo de R$ 1,7 bilhão no ano de 2024. A singularidade da Veja reside em sua decisão estratégica de alocar o orçamento que seria destinado à publicidade diretamente no aprimoramento e inovação do produto, além de investir em uma cadeia de suprimentos e produção que segue rigorosos princípios de sustentabilidade e governança. Essa escolha permite que a empresa ofereça calçados com materiais orgânicos e reciclados, mantendo um custo final mais acessível ao consumidor, distante do segmento de luxo.

Sébastien Kopp e François-Ghislain Morillion, cofundadores da Veja, fundaram a marca em 2004, na França (Crédito: Divulgação/Nicolas Calligaro)
A comunicação da marca, embora não utilize publicidade paga, é ativa em redes sociais, eventos e na construção de comunidades, priorizando o apelo estético e a moda. A narrativa da sustentabilidade, embora fundamental, atua como um diferencial secundário na decisão de compra. Recentemente, a empresa também realizou um importante rebranding no Brasil, unificando sua identidade globalmente ao mudar o nome de Vert para Veja, um movimento que visava alinhar a marca em todos os mercados e fortalecer sua presença.
Por que isso importa
A abordagem da Veja redefine o panorama de marketing e consumo no setor de calçados e moda. Em um mercado saturado por campanhas publicitárias agressivas, a escolha de investir maciçamente no produto e na cadeia produtiva sustentável estabelece um novo padrão de valor para o consumidor. Isso demonstra que é possível construir uma marca globalmente bem-sucedida e lucrativa sem depender de grandes orçamentos de mídia, direcionando recursos para o que realmente agrega valor: a qualidade, o design e o impacto socioambiental do produto.
Essa estratégia não apenas diferencia a Veja da concorrência, mas também ressoa com uma crescente parcela de consumidores conscientes que buscam marcas com propósito e transparência. Ao priorizar o valor estético, mas com a sustentabilidade como base, a Veja consegue atrair um público amplo, provando que moda e ética podem coexistir sem comprometer a rentabilidade. Seu modelo desafia outras empresas a repensarem suas alocações de investimento e a considerarem o poder de um produto intrinsecamente bom como o melhor marketing.
O cenário daqui para frente
A Veja projeta uma expansão contínua, com foco estratégico na América Latina, a partir de sua base em São Paulo. A inauguração da segunda loja no MorumbiShopping é um passo crucial para fortalecer a presença física e permitir uma conexão mais profunda com os consumidores brasileiros. A empresa planeja continuar desenvolvendo projetos inovadores, como o documentário Longe dos Holofotes, que ilustra a realidade de sua cadeia produtiva, e novas colaborações culturais, buscando um engajamento orgânico e autêntico.
O programa “Limpar, Reparar e Coletar”, que visa prolongar a vida útil dos calçados, é um exemplo claro de como a marca pretende reforçar sua proposta de valor em sustentabilidade e combate ao descarte. Ao oferecer serviços de assistência e conserto, a Veja não só aumenta a durabilidade de seus produtos, como também estabelece um vínculo duradouro com os clientes, ampliando suas possibilidades de mercado e fidelização. A decisão de priorizar o Brasil e a América Latina reflete uma análise estratégica sobre a receptividade do público local aos temas de sustentabilidade, em contraste com a diminuição do interesse observada em outras regiões.
“Sem a possibilidade de impulsionar produtos com grandes campanhas publicitárias, somos forçados a inovar constantemente, garantindo que o que oferecemos seja realmente bom, confortável e desejável. O produto, em si, deve ser seu melhor vendedor.”
Faça o diagnóstico do seu negócio
Aprender com modelos de sucesso como o da Veja é fundamental para qualquer negócio em busca de crescimento e relevância. Entender seus pontos fortes e fracos, identificar oportunidades ocultas e otimizar estratégias de marketing e posicionamento são passos cruciais para alavancar seu desempenho no mercado atual, que valoriza cada vez mais autenticidade e propósito. Se você busca desvendar os gargalos que freiam seu progresso e descobrir novas avenidas para expansão, é hora de olhar para dentro com uma perspectiva estratégica.
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Perguntas frequentes
Qual é a principal estratégia de marketing da Veja?
A Veja foca em investir no desenvolvimento de produtos de alta qualidade, sustentáveis e com design atraente, em vez de destinar verbas para publicidade tradicional. A comunicação ocorre via redes sociais, eventos e boca a boca.
Por que a Veja mudou o nome de Vert no Brasil?
A mudança de Vert para Veja no Brasil visou unificar a marca globalmente e superar questões de registro do nome “Veja” no segmento de calçados no país, consolidando sua identidade em todos os mercados.
Como a Veja garante a sustentabilidade de seus calçados?
A marca investe em uma cadeia de produção ética, utilizando matéria-prima orgânica e reciclada (como algodão e borracha amazônica) e implementando o programa “Limpar, Reparar e Coletar” para prolongar a vida útil dos sapatos e combater o descarte.
Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado editorialmente.







