IBM Escolhe Stagwell: Fim de Era Ogilvy e Guirada para Marketing de IA Empresarial
A IBM, gigante da tecnologia, anunciou a seleção da Stagwell como sua nova parceira criativa global, marcando o encerramento de uma histórica colaboração de 32 anos com a Ogilvy. A decisão estratégica, revelada recentemente após um rigoroso processo seletivo, visa intensificar o posicionamento da empresa em inteligência artificial para negócios e acelerar sua abordagem de marketing em escala mundial.
Atualizado em 15 de junho de 2026 • Leitura estimada: 6 minutos
Resumo rápido
- A IBM encerrou uma parceria de três décadas com a Ogilvy para nomear a Stagwell como sua principal agência criativa.
- A mudança estratégica visa impulsionar o marketing de inteligência artificial empresarial da IBM e otimizar a agilidade na criação de campanhas.
- As agências Anomaly e Code and Theory, da Stagwell, liderarão o desenvolvimento da campanha “Let’s Create Smarter Business”, focando em novas ferramentas de IA e posicionamento de marca global.
O que aconteceu

Jonathan Adashek, vice-presidente sênior de marketing e comunicação da IBM, detalha por que escolheu a Anomaly e a Code and Theory, da Stagwell, como agências criativas principais, após ter trabalhado anteriormente com a Ogilvy (Crédito: Pierluigi.Palazzi/Shutterstock)
Em uma decisão que reverberou no setor de publicidade global, a IBM, um dos maiores players em tecnologia e inovação, selecionou a Stagwell como sua agência criativa principal. Essa escolha encerra uma relação de aproximadamente 32 anos com a Ogilvy, marcando uma reorientação significativa na estratégia de marketing da gigante tecnológica. As agências Anomaly e Code and Theory, ambas parte do grupo Stagwell, assumirão a liderança dessa conta de grande prestígio. O objetivo primordial dessa nova parceria é fortalecer a narrativa da IBM em torno da inteligência artificial aplicada a negócios e acelerar seus esforços de marketing para um novo patamar de engajamento e alcance global. Elas serão responsáveis por impulsionar a campanha global “Let’s Create Smarter Business” em diversos canais e geografias.
A mudança no parceiro criativo ocorre em um contexto de revisão abrangente das estratégias de comunicação da IBM. Anteriormente, a Ogilvy, pertencente ao grupo WPP, havia optado por não participar do processo de concorrência, que foi meticulosamente gerenciado pela consultoria 3C Ventures. Este movimento segue a nomeação, no início do ano, da Omnicom como a agência de mídia global da IBM, substituindo a WPP Media, que também declinou defender sua conta. A escolha da Stagwell representa uma vitória substancial para o grupo, que, de acordo com o Ad Age Datacenter, ocupa a 13ª posição entre as maiores agências e busca expandir sua influência global, acumulando conquistas importantes com clientes como Mondelēz International e Hershey.
Ponto-chave
A decisão da IBM de trocar a Ogilvy pela Stagwell transcende uma simples alteração de agência; ela sinaliza uma redefinição estratégica profunda, impulsionada pela inteligência artificial, que visa aprimorar a agilidade, a inovação e a integração tecnológica no futuro do marketing corporativo em escala global.
Por que isso importa
A guinada da IBM para a Stagwell possui implicações profundas para o mercado de marketing e tecnologia. A decisão de uma gigante como a IBM em reestruturar suas parcerias criativas, especialmente ao focar na inteligência artificial empresarial, sublinha a relevância crítica da IA no marketing moderno. Essa movimentação reflete a necessidade premente de agilidade, integração tecnológica profunda e a busca por parceiros capazes de inovar rapidamente. O caso da IBM exemplifica uma tendência crescente de marcas em procurar expertise especializada para capitalizar nas tecnologias emergentes e se adaptar a um cenário de negócios em constante evolução. Além disso, demonstra que a capacidade de integrar dados e tecnologias proprietárias tornou-se um diferencial competitivo crucial.
Para o leitor, esta notícia é um indicativo claro de como grandes corporações estão reformulando seus ecossistemas de marketing para manter a competitividade e a relevância na era da transformação digital. A IBM, ao posicionar-se como “cliente zero” para suas próprias tecnologias de IA, ilustra como a inovação interna pode impulsionar mudanças externas. A busca por flexibilidade no ciclo criativo e a otimização de custos através da automação (com a IBM eliminando bilhões em despesas) mostram um modelo a ser observado. Compreender essa mudança ajuda a antecipar tendências em comportamento de consumo, estratégias de marca, inovação em produtos e serviços, e o papel da tecnologia, especialmente a IA, na gestão e no marketing do futuro.
Impactos práticos
Para empresas
Empresas de todos os portes precisarão considerar a agilidade, a integração de IA e a capacidade de seus parceiros de marketing em compreender e aplicar tecnologias avançadas. O modelo da IBM, focado em agilizar o ciclo criativo e reduzir o tempo gasto em ativos derivados (redução de 80% para menos de 40% com IA), pode inspirar outras organizações a reavaliar suas estruturas e buscar eficiências similares. A escolha por agências com tecnologias proprietárias e a disposição de trabalhar dentro da infraestrutura do cliente, evitando ecossistemas fechados, se tornam fatores-chave nas tomadas de decisão.
Para consumidores
O público final pode esperar uma comunicação mais refinada, direcionada e inovadora da IBM. A clareza na apresentação de produtos de inteligência artificial complexos, como Watsonx Orchestrate e IBM Bob, pode melhorar a compreensão e a adoção. Campanhas mais ágeis e personalizadas podem gerar uma experiência de marca mais relevante, embora também levantem debates sobre privacidade de dados e a ética do uso de IA no engajamento do consumidor.
Para o mercado
A Stagwell emerge com uma vitória significativa, reforçando sua posição global e seu modelo de negócios centrado em tecnologia e flexibilidade. A recusa da WPP/Ogilvy em participar do pitch sugere que agências tradicionais podem precisar se adaptar a novas expectativas dos clientes. O mercado testemunhará uma crescente valorização de parceiros que oferecem sistemas como o “The Machine” da Stagwell, que integram insights e dados de toda a rede da agência, e a disposição em colaborar dentro das plataformas existentes dos clientes, sem imposição de ecossistemas próprios.
O cenário daqui para frente
A decisão da IBM estabelece um precedente importante. Espera-se que outras grandes corporações sigam o exemplo, reestruturando suas parcerias de marketing para priorizar agências que ofereçam capacidade comprovada em inteligência artificial e soluções integradas. A indústria de publicidade e marketing provavelmente verá um aumento no investimento em ferramentas de IA para otimizar processos criativos, da concepção à execução, e para gerar insights mais rápidos e precisos. A busca por um parceiro principal, capaz de unificar a mensagem da marca globalmente, ganhará ainda mais força.
Este movimento não é apenas uma mudança de agência; é um indicativo do futuro do marketing empresarial. Ele ressalta a fusão inseparável entre criatividade, dados e tecnologia como um pilar fundamental para a vantagem competitiva. A ênfase da IBM em manter a propriedade de seus dados e em evitar o “aprisionamento” em ecossistemas de agências aponta para uma tendência onde a autonomia e a interoperabilidade tecnológica se tornarão cruciais nas negociações de parcerias. O comportamento de mercado e as estratégias empresariais serão cada vez mais moldados pela capacidade de inovar com IA e adaptar-se com agilidade.
O que observar agora
- A forma como outras empresas de tecnologia e grandes corporações globais reavaliarão suas parcerias de marketing criativo, considerando a forte ênfase da IBM em IA e agilidade.
- O lançamento e a recepção da nova campanha “Let’s Create Smarter Business” durante o US Open em agosto, bem como sua eficácia em comunicar os avanços e o novo posicionamento da IBM em IA empresarial.
- A crescente ascensão de agências que desenvolvem e utilizam tecnologias proprietárias para insights e eficiência, e sua capacidade de integrar-se perfeitamente aos ecossistemas de dados dos clientes.
Perguntas frequentes
Por que a IBM trocou a Ogilvy pela Stagwell?
A IBM buscou uma parceria que alinhasse melhor suas ambições de fortalecer o marketing de inteligência artificial empresarial e aumentar a agilidade na criação de campanhas, capacidades que a Stagwell demonstrou possuir. A mudança encerra uma colaboração de 32 anos com a Ogilvy, marcando uma fase de intensa inovação e transformação digital na empresa.
Qual o impacto dessa mudança para o mercado de agências?
A decisão da IBM reforça a importância de agências com forte expertise em tecnologia, especialmente IA, e a capacidade de oferecer soluções integradas e flexíveis. Isso pode incentivar outras grandes marcas a reavaliar suas parcerias criativas, valorizando a inovação, a agilidade e a integração com plataformas de dados do cliente.
Como a IA da IBM será promovida pela nova agência?
A Stagwell, através das agências Anomaly e Code and Theory, focará na promoção de novas ferramentas de IA da IBM, como Watsonx Orchestrate e IBM Bob, além de trabalhar no posicionamento estratégico da marca. A campanha “Let’s Create Smarter Business” será o principal veículo dessa iniciativa, com o primeiro trabalho previsto para o US Open em agosto.

