Itaú Consolida Liderança e Nubank Dispara: O Panorama das Marcas Mais Valiosas do Brasil em 2026
O Itaú Unibanco, gigante do setor financeiro, garantiu novamente a posição de marca mais valiosa do Brasil, conforme o recente relatório Kantar BrandZ 2026, divulgado em 24 de junho. A instituição não apenas manteve a ponta, mas também registrou um crescimento expressivo de 79% em seu valor de marca nos últimos dois anos, enquanto o Nubank emerge como um dos grandes destaques, saltando para a segunda colocação com uma valorização de 162%. Este cenário reforça a hegemonia do setor financeiro e a crescente relevância de investimentos em tecnologia e inovação para a construção de valor no mercado brasileiro.
Atualizado em 24 de junho de 2026 • Leitura estimada: 8 minutos
Resumo rápido
- O Itaú mantém sua posição como a marca mais valiosa do Brasil no ranking Kantar BrandZ 2026, com um valor de US$ 13,24 bilhões.
- O setor financeiro domina o topo, com o Nubank registrando um salto impressionante de 162% e se consolidando na segunda posição, mostrando a força das fintechs.
- A contínua ascensão de marcas ligadas à tecnologia e a investimentos em inteligência artificial sinalizam uma nova era de competitividade e valorização no mercado nacional.
O que aconteceu
O relatório Kantar BrandZ 2026, divulgado recentemente, confirmou a supremacia do Itaú como a marca mais valiosa do Brasil. Com um valor estimado em US$ 13,24 bilhões, o banco obteve uma notável valorização de 79% em apenas dois anos, desde o último levantamento em 2024, quando seu valor era de US$ 7,3 bilhões. Essa performance sublinha a robustez e a adaptabilidade da marca em um ambiente de mercado dinâmico.
A Kantar atribui esse desempenho excepcional do Itaú a uma combinação estratégica de fatores. Entre eles, destacam-se a busca por maior eficiência operacional, impulsionada por investimentos contínuos em inteligência artificial (IA), e o lançamento de produtos e serviços inovadores. A peça-chave dessa estratégia é o superapp Itaú, uma plataforma que consolida todas as ofertas da instituição, proporcionando uma experiência unificada e otimizada para os clientes. Essa aposta em tecnologia e centralização de serviços tem sido fundamental para o fortalecimento da marca Itaú e sua capacidade de gerar valor.

De acordo com o Kantar BrandZ, o Itaú cresceu quase 80% em valor de marca em apenas dois anos (Crédito: Sidney vd Boogaard – stock.adobe.com)
Além do Itaú, o setor financeiro demonstrou um vigor notável com a ascensão meteórica do Nubank. O banco digital escalou três posições desde 2024, atingindo o segundo lugar com um valor de marca de US$ 12 bilhões, um salto impressionante de 162%. A estratégia do Nubank engloba não apenas a oferta de serviços premium e a expansão para setores como telecomunicações (com o NuCel), mas também uma forte presença em ações de marketing ligadas à cultura e ao entretenimento, ampliando seu engajamento com uma base de clientes diversificada e jovem. Esse movimento sinaliza a força disruptiva das fintechs e a capacidade de inovar para capturar novos mercados.
A Claro assegurou a terceira posição, subindo um degrau no ranking, com seu valor de marca alcançando US$ 7,42 bilhões, representando um crescimento de 30%. Já a Brahma, uma das marcas mais tradicionais do país, caiu duas posições, para o quarto lugar, avaliada em US$ 6,6 bilhões. A Vivo, outra gigante das telecomunicações, teve um avanço significativo, passando da sétima para a quinta posição, com um valor de US$ 5,7 bilhões e uma valorização de 71% em relação à avaliação anterior. O Bradesco, por sua vez, manteve a sexta posição, registrando um aumento de 18% em seu valor de marca, que agora totaliza US$ 5,1 bilhões. Completando o top 10, Skol (US$ 4,5 bilhões), Petrobras (US$ 3,6 bilhões), Localiza (US$ 3,2 bilhões) e Antarctica (US$ 2,5 bilhões) também se destacam, com a Petrobras mostrando um crescimento de 34% e a Localiza mantendo sua presença desde sua estreia no ranking. O cenário geral revela um dinamismo intenso e uma reconfiguração constante entre as principais marcas brasileiras, impulsionada por inovações e estratégias de mercado.
Ponto-chave
O cenário de valorização das marcas brasileiras em 2026 reflete a fusão entre inovação tecnológica e estratégias de engajamento com o consumidor, onde a adaptabilidade e o investimento em diferenciais digitais são cruciais para a liderança de mercado e a construção de equity duradouro.
Por que isso importa
A contínua valorização de marcas como Itaú e a ascensão espetacular de players como o Nubank sinalizam uma transformação profunda no panorama corporativo brasileiro. Este ranking não é apenas uma lista de nomes, mas um termômetro das tendências de mercado e dos vetores de sucesso em um cenário cada vez mais digitalizado e competitivo. Empresas que investem em eficiência operacional através da inteligência artificial, que desenvolvem superapps para centralizar e otimizar a experiência do cliente, e que se arriscam em novos segmentos (como fez o Nubank com o NuCel) estão colhendo os frutos da inovação e da capacidade de adaptação. Para o mercado, isso representa um ambiente de constante reinvenção, onde a agilidade e a visão estratégica são diferenciais cruciais.
Para o leitor, compreender esse movimento é fundamental. Ele aponta para a importância da transformação digital em todos os setores, a necessidade de empresas estarem atentas ao comportamento de consumo em constante mudança e a demanda por inovações que simplifiquem e enriqueçam a vida dos usuários. A competitividade não se baseia mais apenas em preço ou portfólio tradicional, mas na capacidade de construir uma marca forte, com significado e relevância para o seu público, que consiga integrar tecnologia, marketing e uma gestão focada no futuro. As marcas que lideram este ranking estão definindo o ritmo para a próxima geração de negócios no Brasil.
Impactos práticos
Para empresas
As empresas precisam reavaliar suas estratégias de investimento em tecnologia, especialmente em inteligência artificial e plataformas integradas como os superapps. A experiência do cliente deve ser o centro das decisões, visando eficiência e simplificação. A agilidade para inovar e expandir para novos mercados, como fez o Nubank, pode ser a chave para o crescimento e valorização da marca.
Para consumidores
Os consumidores se beneficiam de um mercado mais competitivo, com acesso a serviços bancários e produtos digitais mais convenientes e inovadores. A aposta das marcas em IA e superapps resulta em experiências mais personalizadas, eficientes e de maior valor agregado, embora também exija maior atenção à segurança e privacidade dos dados.
Para o mercado
O mercado testemunha uma intensificação da corrida por inovação, especialmente no setor financeiro e de tecnologia. A entrada de novas marcas no ranking, como iFood e Smart Fit, e o crescimento de fintechs, demonstram a redefinição de lideranças e a crescente importância da digitalização e da capacidade de disrupção em todos os segmentos da economia brasileira.
O cenário daqui para frente
Os próximos meses e anos prometem um cenário de ainda mais intensa disputa pela mente e o bolso do consumidor. A tendência é que investimentos em inteligência artificial e personalização de serviços continuem a ser pilares para a construção de valor de marca. Observaremos uma consolidação de ecossistemas digitais, onde as marcas buscam integrar diversas ofertas em plataformas unificadas, seguindo o modelo do superapp do Itaú. Além disso, a relevância de estratégias de marketing ligadas à cultura e entretenimento, como as adotadas pelo Nubank, deve crescer, buscando um engajamento mais profundo e emocional com o público. A ascensão de novos entrantes no ranking, como iFood e Stone, indica que o dinamismo não se restringirá aos players já estabelecidos.
A transformação digital não é mais uma opção, mas uma condição para a sobrevivência e crescimento das empresas. O comportamento de mercado será cada vez mais moldado pela conveniência, personalização e pela capacidade das marcas de oferecerem soluções que se integrem fluidamente ao dia a dia dos consumidores. Estratégias empresariais precisarão focar em agilidade, escalabilidade e na criação de valor a longo prazo, não apenas através de produtos e serviços, mas de uma experiência de marca coesa e relevante em todos os pontos de contato. A inovação disruptiva continuará a ser um motor essencial para o reposicionamento e a sustentabilidade no mercado brasileiro.
O que observar agora
- Acompanhe de perto os próximos movimentos de investimento em IA e o desenvolvimento de superapps pelos grandes players do mercado financeiro e de varejo.
- Observe como as marcas tradicionais reagirão à pressão de crescimento das fintechs e empresas de tecnologia, buscando inovações e parcerias estratégicas.
- Esteja atento às tendências de marketing que exploram a conexão com a cultura e o entretenimento, pois elas se mostrarão cada vez mais eficazes na construção de engajamento e valor de marca.
Perguntas frequentes
Qual o valor de marca atual do Itaú?
O Itaú é avaliado em US$ 13,24 bilhões, consolidando-se como a marca mais valiosa do Brasil no ranking Kantar BrandZ 2026.
Como o Nubank conseguiu um crescimento tão expressivo?
O Nubank registrou um aumento de 162% em seu valor de marca devido a estratégias de serviços premium, expansão para telecomunicações (NuCel) e forte presença em marketing cultural e de entretenimento.
Quais são as novas marcas que entraram no top 50 do Brasil?
Entre os novos entrantes no ranking Kantar BrandZ 2026 estão iFood (11ª), Smart Fit (33ª), Inter (37ª), Stone (40ª), Mateus (45ª) e Vivara (46ª).
| As marcas mais valiosas do Brasil, segundo o Kantar BrandZ 2026 | ||||
| Posição | Marca | Valor da marca (em US$ milhões) | Variação em dois anos | Variação no ranking |
| 1 | Itaú | 13.244 | 79% | 0 |
| 2 | Nubank | 12.024 | 162% | 3 |
| 3 | Claro | 7.421 | 30% | 1 |
| 4 | Brahma | 6.635 | 0% | -2 |
| 5 | Vivo | 5.710 | 71% | 2 |
| 6 | Bradesco | 5.121 | 18% | 0 |
| 7 | Skol | 4.998 | -15% | -4 |
| 8 | Petrobras | 3.616 | 34% | 1 |
| 9 | Localiza | 3.214 | 5% | -1 |
| 10 | Antartica | 2.514 | 2% | 0 |
| 11 | iFood | 2.245 | * | * |
| 12 | Caixa | 1.745 | 45% | 10 |
| 13 | Sulamérica | 1.738 | 40% | 6 |
| 14 | Globo | 1.717 | 1% | -1 |
| 15 | Gol | 1.700 | 14% | 2 |
| 16 | Azul | 1.698 | 7% | 0 |
| 17 | Totvs | 1.539 | 11% | 1 |
| 18 | Porto Seguro | 1.440 | 108% | 18 |
| 19 | Banco do Brasil | 1.390 | -15% | -4 |
| 20 | Original | 1.301 | 20% | 4 |
| 21 | Natura | 1.252 | -28% | -9 |
| 22 | Ipiranga | 1.203 | 48% | 10 |
| 23 | Sadia | 1.131 | 11% | 5 |
| 24 | Rede | 1.125 | 9% | 3 |
| 25 | Seara | 1.125 | 25% | 6 |
| 26 | Assai | 975 | -3% | 3 |
| 27 | Drogasil | 931 | -24% | -7 |
| 28 | Embratel | 898 | 25% | 6 |
| 29 | Droga Raia | 866 | -25% | -6 |
| 30 | Movida | 795 | 6% | 3 |
| 31 | Magazine Luiza | 773 | -54% | -17 |
| 32 | Havaianas | 768 | 8% | 3 |
| 33 | Smart Fit | 760 | * | * |
| 34 | Unidas | 719 | -40% | -13 |
| 35 | Renner | 711 | -26% | -5 |
| 36 | Oi | 657 | -38% | -11 |
| 37 | Inter | 555 | * | * |
| 38 | 3 Coracoes | 533 | 26% | 3 |
| 39 | Pilao | 466 | 30% | 8 |
| 40 | Stone | 451 | * | * |
| 41 | Kaiser | 435 | -33% | -4 |
| 42 | Quero | 410 | -17% | -4 |
| 43 | Leao | 402 | 7% | 1 |
| 44 | Casas Bahia | 353 | -16% | -2 |
| 45 | Matheus | 342 | * | * |
| 46 | Vivara | 315 | * | * |
| 47 | Pagbank | 314 | -12% | -1 |
| 48 | C6 Bank | 299 | -5% | 1 |
| 49 | Schin | 290 | -36% | -9 |
| 50 | Consul | 279 | -10% | 0 |
*estreou no ranking nesta edição
Metodologia
Criado em 2006, o BrandZ se baseia em 5,6 bilhões de pontos de contato e no framework proprietário Meaningful Different and Salient (MDS), que reúne os principais pilares de avaliação de brand equity.
O valor de marca é estabelecido com base no valor financeiro das empresas que podem ser atribuídos à marca analisada e na contribuição da marca, que mostra o quanto do valor total da companhia é diretamente impulsionado pelo valor dela.
A Kantar realizou entrevistas com 4,6 milhões de consumidores, abordando 22.392 marcas de 545 categorias em mais de 50 mercados.
Martin Cena, CEO da Kantar no Brasil desde junho, ressalta que as marcas bem-sucedidas no relatório demonstram crescimento tanto em seus negócios quanto em equity nos últimos dois anos. “Um dá suporte ao outro: quanto mais se desenvolve marca, mais chances existem de que o negócio cresça também”, explica o executivo, enfatizando a interdependência entre a força da marca e o sucesso empresarial.

